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Manifestantes desafiam proibição presidencial na Venezuela; dezenas estão presos

Internacional|Do R7

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Por Andrew Cawthorne e Diego Ore

CARACAS, 14 Fev (Reuters) - O governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, manteve na prisão nesta sexta-feira dezenas de manifestantes enquanto os protestos de estudantes ainda prosseguiam em várias partes da Venezuela, depois que a violência desta semana em manifestações políticas resultou na morte de três pessoas.

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Manifestantes começaram a se reunir novamente em várias cidades depois de bloquearem ruas e queimarem pneus durante a noite em um protesto contra a repressão às manifestações, bem como por uma longa lista de queixas contra Maduro, da criminalidade à escassez de produtos.

Apesar da proibição presidencial de protestos, cerca de 500 pessoas se reuniram nesta sexta-feira na Praça Altamira, em Caracas, um ponto de encontro de protestos da oposição.

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"Vamos continuar nas ruas pelos mesmos motivos de ontem e do dia anterior: inflação, insegurança e um Estado repressivo que se recusa a libertar nossos colegas", disse à Reuters o estudante Marcos Matta, 22.

Maduro, 51, ex-ativista sindical e motorista de ônibus, acusa seus inimigos de tentarem dar um golpe de Estado contra ele semelhante àquele que removeu do poder por breve período sem antecessor, Hugo Chávez, em 2002.

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No entanto, não há nenhum sinal de que as manifestações de rua ameacem derrubá-lo nem que os militares -- cujo papel foi crucial em garantir a recondução de Chávez ao poder 36 horas depois do golpe -- vão se voltar contra Maduro.

Num discurso na noite de quinta-feira, o presidente pediu a seus seguidores que saiam às ruas no sábado, mas insistiu que não serão autorizadas mais manifestações de protesto.

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Ativistas da oposição dizem que cerca de 150 manifestantes foram presos nas últimas duas semanas, a maioria deles após a violência de quarta-feira, e que por volta de 90 ainda estavam atrás das grades na sexta-feira.

O governo calcula o número de prisões em cerca de 70.

(Reportagem adicional de Daniel Bases em Nova York; Girish Gupta e Brian Ellsworth em Caracas)

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