Manifestantes pedem renúncia do governo e reforma na Constituição da Jordânia
Internacional|Do R7
Amã, 22 fev (EFE).- Milhares de jordanianos protestaram nesta sexta-feira em Amã e em outras grandes cidades do país após a oração muçulmana do meio-dia para exigir a renúncia do primeiro-ministro, Abdullah Ensur, e uma reforma na Constituição. Os manifestantes expressaram também sua desconfiança com as consultas feitas pelo chefe da Casa Real, Fayez Tarauneh, aos diferentes partidos para formar um novo governo. Na entrada da mesquita de Hosseini, no centro de Amã, centenas de ativistas se concentraram, a maioria seguidores da Irmandade Muçulmana. O protesto é o primeiro convocado pela Irmandade desde as eleições do último dia 23 de janeiro. O braço político da organização - Frente de Ação Islâmica (FAI) - e outros partidos aliados decidiram boicotar. Os manifestantes gritaram palavras de ordem como "abaixo Abdullah Ensur" e "a Constituição deve ser reformada para devolver o poder ao povo". Durante o ato, o antigo líder da Irmandade Muçulmana, Salem Falahat, garantiu que o regime não é sério nas suas promessas de reforma política e que o povo não vai continuar em silêncio. Os islamitas boicotaram o pleito em protesto contra a legislação eleitoral e os poderes absolutos do rei Abdullah II, que, entre outras prerrogativas, escolhe o primeiro-ministro. Por sua parte, o ativista Fares al Fayez pediu a formação de um governo de salvação nacional e punição para os corruptos durante as manifestações. Protestos similares ocorreram em outras grandes cidades jordanianas como Irbid, Karak, Ma'an e Tafielh. A Jordânia, palco de frequentes protestos nos últimos dois anos, está focada na formação de um novo Executivo, uma tarefa dificultada pelas fracas maiorias conseguidas no Parlamento. Ensur apresentou sua renúncia ao rei Abdullah II após as eleições, mas o monarca pediu que continuasse no cargo de forma interina até que fosse instituído um novo gabinete. EFE ajm/rpr









