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Manifestantes protestam no Egito contra polícia e Exército

Internacional|Do R7

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CAIRO, 18 Nov (Reuters) - Cerca de 1.000 manifestantes marcharam na noite desta segunda-feira em direção à Praça Tahrir, no Cairo, para condenar as ações das forças de segurança do país, e alguns criticaram o chefe do Exército, intensificando a tensão na véspera de protestos já planejados.

Um grande número de manifestantes era esperado na terça-feira, estendendo a turbulência que tem perseguido o Egito desde que o Exército depôs o presidente islâmico eleito Mohamed Mursi, afetando o investimento e o turismo no maior país árabe.


O protesto desta segunda-feira começou à tarde para homenagear as pessoas mortas em confrontos com as forças de segurança há dois anos, mas depois foi tomado por cânticos contra o general Abdel Fattah al-Sisi, cujas forças derrubaram Mursi em julho.

"Uma palavra em seu ouvido, Sisi: não sonhe em ser o meu presidente!", gritavam os manifestantes. Não ficou claro por que unidades do Exército e da polícia não fizeram nenhuma tentativa para deter os manifestantes.


Sisi tornou-se muito popular no Egito desde a saída de Mursi, e muitos acreditam que ele venceria se concorresse à Presidência nas eleições antecipadas no próximo ano.

Mas alguns egípcios se opõem tanto à Irmandade Muçulmana, de Mursi, quanto ao atual governo militar.


As manifestações programadas para terça-feira irão celebrar o segundo aniversário da morte de 42 pessoas em confrontos com forças de segurança na Mohamed Mahmoud Street, perto da praça.

(Reportagem de Maggie Fick e Omar Fahmy)

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