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Médicos espanhóis pedem renúncia do chefe do combate à covid

O Conselho Geral das Associações de Médicos da Espanha fala em incapacidade ao longo da evolução da pandemia

Internacional|Da EFE

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Diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências, Fernando Simón
Diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências, Fernando Simón

O Conselho Geral das Associações de Médicos da Espanha pediu neste sábado (14) a renúncia do diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências, Fernando Simón, "por sua incapacidade manifesta e prolongada ao longo da evolução da pandemia" da covid-19, tempo em que exerce como porta-voz do Ministério da Saúde.

Os médicos, que são membros de 52 organizações profissionais, pediram, em comunicado à imprensa, "respeito, reconhecimento, participação e dignidade", além de uma "mudança de direção" na gestão da crise sanitária e a criação de um comitê de especialistas independentes.

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A Assembleia do Conselho Geral das Associações de Médicos também mostrou desconforto com as últimas declarações de Simón, que geraram controvérsia várias vezes desde o início dos contágios.

Segundo os médicos, as palavras de Simón são "um ato de desmotivação, incompreensão e falta de sensibilidade", e podem ser interpretadas como "um manifesto desconhecimento do trabalho, da responsabilidade e da vocação dos profissionais médicos".

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Eles se referem, especificamente, à quinta-feira passada, quando Simón disse, sobre o número de infecções entre profissionais da saúde, que agora "têm um aprendizado com relação à primeira onda".

"Os gestores fazem melhores circuitos de atendimento nos hospitais. E, obviamente, os profissionais de saúde se comportam melhor, evitando o contágio fora de seu espaço de trabalho", afirmou Simón.

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Os médicos repudiam essas palavras, feitas "a partir do conhecimento dos danos que a pandemia da covid-19 deixou e está deixando para os trabalhadores da saúde em geral e para os médicos em particular", e que colocam a Espanha "à frente dos infectados" entre os países europeus.

Eles lembram que 72 médicos morreram durante o trabalho desde março e que centenas de profissionais estão lutando para superar as sequelas da infecção.

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Profissionais de saúde

Até agosto, na primeira onda, 55.824 profissionais de saúde foram infectados com coronavírus na Espanha, segundo dados oficiais, a maioria devido à falta de equipamentos de proteção adequados durante os momentos mais difíceis da pandemia, denunciaram várias organizações profissionais.

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As associações médicas pedem uma retificação pública e lembram que esta não é a primeira vez que expressam seu desconforto com declarações ou ações "impróprias" do chefe médico do governo espanhol para a pandemia.

Os médicos apontam a ausência de um comitê de especialistas formado por profissionais reconhecidos, independentes e transparentes, e de um sistema de avaliação para melhorar a resposta aos surtos da doença.

Simón tem sido duramente criticado tanto pela oposição, de direita, quanto pelas organizações profissionais de saúde, que o acusam de não conseguir administrar a crise sanitária e de, inicialmente, minimizar a incidência que a pandemia poderia ter na Espanha, onde já foram reportados 1.458.591 casos e 40.769 mortes, de acordo com dados oficiais.

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