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Milhares de chavistas marcham em Caracas contra "imperialismo" americano

Internacional|Do R7

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Caracas, 15 dez (EFE).- Milhares de chavistas se mobilizaram nesta segunda-feira em Caracas para manifestar o repúdio contra as ações "imperialistas" dos Estados Unidos depois que o Congresso do país aprovou sanções contra funcionários venezuelanos na semana passada, segundo constatou a Agência Efe. A mobilização governista, que percorre várias avenidas do oeste da capital venezuelana, foi convocada pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para o dia de hoje, na qual são lembrados os 15 anos da aprovação em referendo da Constituição venezuelana, um dia declarado pelo líder como "Dia do Poder Popular Constituinte". "Daremos uma mensagem muito clara ao imperialismo americano, a Venezuela se respeita caramba, não reconhecemos faculdade alguma para legislar sobre a pátria de Bolívar, sobre a pátria de (Hugo) Chávez", disse hoje o vice-presidente de Desenvolvimento Territorial, Elías Jaua, dirigindo-se aos presentes em uma das manifestações, que confluirão na cêntrica avenida Bolívar da capital. "No dia que temos que comemorar o nascimento da pátria, também voltaremos a dizer 'yankees go home', 'Gringo go home', os filhos de Bolívar e de Chávez dizemos 'yankee vão para o car...", recalcou o também ministro das Comunas. O Congresso americano deu sinal verde na quarta-feira a uma lei que, se entrar em vigor, congelará ativos e proibirá a emissão de vistos a funcionários do governo venezuelano vinculados, segundo os EUA, com os episódios de violência que o país caribenho viveu nas manifestações do começo do ano. As possíveis sanções provocaram a reação imediata de Maduro, que as considerou uma forma de ameaça a seu governo. "Bem formosa é nossa casa sul-americana e caribenha como para aspirar a um visto para os Estados Unidos. Imbecis imperialistas!", disse Maduro no sábado em um ato oficial televisionado. Em oportunidades anteriores, Maduro, que denunciou em várias ocasiões a suposta ingerência dos EUA na Venezuela, assegurou que se o governo de Barack Obama impuser sanções, o país responderá "com firmeza" e que não se deixará intimidar. As tensas relações que mantêm há anos Venezuela e EUA se encontram em um de seus momentos mais tensos, sem embaixadores e com contínuos conflitos e denúncias do governo venezuelano por supostas atuações ilícitas de funcionários da embaixada americana. EFE igr/ff (foto) (vídeo)

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