Minas marítimas iranianas se tornam uma dor de cabeça para Trump, diz especialista
Técnica tem como objetivo sufocar o tráfego de navios de petróleo e suprimentos na principal rota da região
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Um novo alerta foi aceso na guerra do Oriente Médio com a possibilidade de instalação de minas navais iranianas no Estreito de Ormuz. A região, de grande importância para a comercialização de petróleo no globo, fica em maior risco após a descoberta da inteligência dos Estados Unidos.
Para Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, a técnica dos iranianos tem como objetivo estrangular o envio de combustível, além de impedir o trânsito de alimentos e suprimentos para os países da região.

No entanto, ele analisa que, além de se beneficiar por outros canais que possui fora de Ormuz, a atitude iraniana pode causar prejuízos inclusive para países que não estão envolvidos na guerra, como o Brasil.
“Aqui nós estamos com um problema. Aqui no Brasil, daqui a pouco dá problema porque nós importamos muito fertilizante dessa área, né? E ainda tem, por exemplo, gás que vai para a Europa. Então, quer dizer, é uma coisa que para os iranianos tem muito sentido”, prevê Cabral em entrevista ao Alerta Brasil desta quarta-feira (11).
Apesar de não ser uma técnica nova, ele pontua que a possibilidade de desativação desses artefatos necessita de recursos específicos e esforços, tornando-se uma dor de cabeça para Donald Trump. Para a remoção, seria ideal a utilização de embarcações de aliados americanos, o que levaria tempo e poderia estender o conflito para além do planejado.
“Quem tem na Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] muitos navios são os países nórdicos, Suécia, Noruega e Dinamarca. [...] Agora imagina o tempo para trazer um navio desse, que normalmente é pequeno, um navio em torno de 800, 900 toneladas, para você trazer do Mar do Norte, no inverno, para o Mar Arábico. Imagine isso, o tempo que vai levar”, finaliza o especialista.
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