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Minas marítimas iranianas se tornam uma dor de cabeça para Trump, diz especialista

Técnica tem como objetivo sufocar o tráfego de navios de petróleo e suprimentos na principal rota da região

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Minas navais iranianas podem ser instaladas no Estreito de Ormuz, aumentando o risco na região.
  • Objetivo é estrangular o envio de petróleo e suprimentos, afetando até países não envolvidos na guerra.
  • A remoção das minas exige recursos específicos e pode gerar complicações para Donald Trump.
  • O Brasil pode enfrentar problemas, pois importa fertilizantes e gás da área afetada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um novo alerta foi aceso na guerra do Oriente Médio com a possibilidade de instalação de minas navais iranianas no Estreito de Ormuz. A região, de grande importância para a comercialização de petróleo no globo, fica em maior risco após a descoberta da inteligência dos Estados Unidos.

Para Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, a técnica dos iranianos tem como objetivo estrangular o envio de combustível, além de impedir o trânsito de alimentos e suprimentos para os países da região.


A imagem mostra uma área marítima ampla, com vários barcos posicionados à distância sobre águas calmas. O mar apresenta tonalidades de azul e verde suaves. A névoa ou bruma deixa o horizonte levemente opaco, e o céu está coberto por uma camada uniforme de cinza claro, sem detalhes de nuvens definidas.
Fechamento de Ormuz causa prejuízos para diversas regiões do globo Reprodução/Record News

No entanto, ele analisa que, além de se beneficiar por outros canais que possui fora de Ormuz, a atitude iraniana pode causar prejuízos inclusive para países que não estão envolvidos na guerra, como o Brasil.

“Aqui nós estamos com um problema. Aqui no Brasil, daqui a pouco dá problema porque nós importamos muito fertilizante dessa área, né? E ainda tem, por exemplo, gás que vai para a Europa. Então, quer dizer, é uma coisa que para os iranianos tem muito sentido”, prevê Cabral em entrevista ao Alerta Brasil desta quarta-feira (11).


Apesar de não ser uma técnica nova, ele pontua que a possibilidade de desativação desses artefatos necessita de recursos específicos e esforços, tornando-se uma dor de cabeça para Donald Trump. Para a remoção, seria ideal a utilização de embarcações de aliados americanos, o que levaria tempo e poderia estender o conflito para além do planejado.

“Quem tem na Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] muitos navios são os países nórdicos, Suécia, Noruega e Dinamarca. [...] Agora imagina o tempo para trazer um navio desse, que normalmente é pequeno, um navio em torno de 800, 900 toneladas, para você trazer do Mar do Norte, no inverno, para o Mar Arábico. Imagine isso, o tempo que vai levar”, finaliza o especialista.

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