Logo R7.com
RecordPlus
‌

Ministro alemão apoia protestos xenófobos em Chemnitz

Horst Seehofer afirmou em entrevista que teria participado de manifestações se não fosse ministro. 'Claro que não com os radicais'

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Ministro vem adotando postura cada vez mais rígida
Ministro vem adotando postura cada vez mais rígida

O ministro do Interior da Alemanha, Horst Seehofer, disse nesta quinta-feira (6), que teria participado dos protestos contra a morte por esfaqueamento de um alemão atribuída a imigrantes, o que deve aprofundar as divisões dentro da coalizão da chanceler alemã, Angela Merkel.

No dia 26 de agosto, grupos de extrema-direita se chocaram com a polícia e perseguiram pessoas que acreditavam ser imigrantes em Chemnitz, cidade do leste alemão, depois de a polícia dizer que um sírio e um iraquiano haviam sido detidos como suspeitos pela morte de um alemão de 35 anos.

‌

Leia também

"As pessoas estão aborrecidas e revoltadas por causa de tais homicídios, e eu as entendo", disse o conservador Seehofer em uma entrevista ao jornal Rheinische Post. "Se eu não fosse ministro, teria ido às ruas como cidadão, mas é claro que não com os radicais".

Os protestos, durante os quais alguns membros de uma multidão de 800 pessoas realizaram a saudação nazista — que é ilegal na Alemanha —, expuseram a fragmentação surgida na Alemanha desde a decisão tomada por Merkel em 2015 de acolher cerca de 1 milhão de postulantes a asilo, na maioria muçulmanos.

‌

Seehofer, líder da União Social-Cristã da Baviera (CSU) e aliado da chanceler, acrescentou: "Entendo quando as pessoas protestam, mas isso não as torna nazistas".

O ministro vem adotando uma postura cada vez mais rígida em relação à imigração agora que seu partido enfrenta o desafio representado pela sigla de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) na eleição regional de outubro na Baviera.

‌

Os protestos em Chemnitz fizeram com que se questionasse se os políticos estão sendo muito complacentes perante a xenofobia de extrema-direita em um país no qual muitos acreditavam que as lições do passado nazista haviam sido totalmente absorvidas.

Antes de sua entrevista ao Rheinische Post, Seehofer foi repreendido por políticos e alemães comuns nas redes sociais por dizer a membros da CSU durante uma reunião em Brandenburgo, Estado do leste, na quarta-feira: "A migração é a mãe de todos os problemas".

‌

Indagada sobre o que pensa deste comentário específico de Seehofer, Merkel pareceu se distanciar de seu ministro do Interior nesta quinta-feira em uma entrevista à emissora RTL.

"Eu digo algo diferente. A migração nos apresenta desafios e aqui temos problemas, mas também sucessos".

Lars Klingbeil, secretário-geral do Partido Social-Democrata (SPD) de centro-esquerda, membro minoritário da coalizão conservadora de Merkel, repudiou os comentários de Seehofer.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.