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Missão de retirada em Aleppo prossegue apesar de ataque a comboio

Internacional|Do R7

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Por Laila Bassam e Suleiman Al-Khalidi e Tom Perry

ALEPPO, Síria/BEIRUTE (Reuters) - Uma operação para retirar milhares de civis e combatentes do último bastião rebelde da cidade síria de Aleppo está em andamento nesta quinta-feira, apesar de um ataque a um comboio médico levado a cabo por forças pró-governo.

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Enquanto ônibus e ambulâncias seguiam para o enclave sitiado, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que os esforços para retirar cerca de 200 feridos, parte de um acordo mais amplo de cessar-fogo, começaram.

A Rússia, grande aliada do presidente sírio, Bashar al-Assad, disse que a remoção de 5 mil rebeldes sírios e seus familiares do leste de Aleppo teve início.

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Mais cedo, ambulâncias que tentavam levar pessoas receberam disparos de combatentes leais ao governo sírio que feriram três pessoas, segundo o porta-voz de um serviço de resgate.

A retirada do último enclave rebelde de Aleppo irá encerrar anos de combates na cidade e marcar uma grande vitória para Assad.

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"Milhares de pessoas estão necessitadas de evacuação, mas a primeira e mais urgente das coisas são os feridos, os doentes e as crianças, inclusive órfãs", disse Jan Egeland, o representante humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria.

Uma testemunha da Reuters na parte da cidade controlada pelo governo disse que colunas de fumaça negra podiam ser vistas emanando da área controlada pelos rebeldes.

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Os moradores que esperam ser retirados vêm queimando os pertences que não conseguem levar consigo e que não querer deixar para ser pilhados por forças governamentais.

"Do lado de fora de cada edifício você vê uma pequena fogueira, papéis, roupas femininas", disse um local à Reuters.

Soldados russos estão se preparando para conduzir os insurgentes para fora de Aleppo, informou o Ministério da Defesa em Moscou. A Síria garantiu a segurança destes e de suas famílias, que serão levados a Idlib, cidade do noroeste sírio que Damasco não controla.

A Rússia irá usar drones (aeronaves não tripuladas) para monitorar rebeldes e parentes sendo transportados em ônibus e ambulâncias ao longo de um corredor humanitário, informou o ministério.

O acordo de retirada irá incluir a passagem segura de feridos dos vilarejos xiitas de Foua e Kefraya, próximos de Idlib, que estão sitiados pelos insurgentes, de acordo com uma unidade militar de mídia do Hezbollah, grupo libanês ligado a Assad.

Um comboio partiu para liberar os vilarejos nesta quinta-feira, relatou a mídia estatal síria.

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