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Morre o juiz federal Alvin Hellerstein, responsável pelo julgamento de Maduro em Nova York

Hellerstein tinha 92 anos e presidiu diversos casos de grande repercussão ao longo de quase 30 anos

Internacional|Kara Scannell, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O juiz federal Alvin Hellerstein, conhecido por presidir casos de grande repercussão, faleceu aos 92 anos.
  • Hellerstein supervisionou recentemente a audiência de Nicolás Maduro, acusado de torturar cidadãos para manter o poder.
  • Em 2011, tornou-se juiz sênior, mas continuou a lidar com casos midiáticos, incluindo decisões envolvendo Donald Trump.
  • Os casos sob sua responsabilidade serão redistribuídos entre outros juízes após sua morte.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alvin Hellerstein supervisionava o caso contra Maduro desde sua captura pelos EUA
Alvin Hellerstein supervisionava o caso contra Maduro desde sua captura pelos EUA Jane Rosenberg/Reuters - 08.10.2026

Alvin Hellerstein, o juiz federal que presidiu diversos casos de grande repercussão ao longo de quase 30 anos na magistratura, morreu nesta quarta-feira (28), aos 92 anos.

Um porta-voz do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York confirmou a morte.

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Há duas semanas, Hellerstein supervisionou a audiência do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, acusados de torturar cidadãos norte-americanos e outras pessoas para se manterem no poder. Ambos negam as acusações. Durante a sessão, o juiz interrompeu Maduro, que, em vez de responder se se declarava culpado ou inocente, começou a fazer um discurso sobre as acusações.

Hellerstein foi nomeado juiz em 1998 pelo então presidente Bill Clinton.

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Em 2011, passou à condição de juiz sênior, status que reduz a carga de trabalho. Ainda assim, continuou recebendo alguns dos casos mais midiáticos do país.

Em agosto, Hellerstein rejeitou uma tentativa do presidente Donald Trump de transferir para a esfera federal o processo estadual relacionado a pagamentos feitos a uma atriz de filmes adultos para comprar seu silêncio. O magistrado concluiu que os pagamentos e reembolsos, que resultaram na condenação de Trump por 34 acusações estaduais de falsificação de registros comerciais, não configuravam atos oficiais. Trump recorreu da decisão.

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O juiz também determinou a libertação de Michael Cohen, ex-aliado e depois adversário de Trump, permitindo que ele cumprisse o restante da pena em prisão domiciliar. Hellerstein concluiu que o governo havia retaliado o ex-advogado de Trump após a publicação de um livro revelador.

Além disso, presidiu os litígios sobre indenizações destinadas aos socorristas e outras vítimas afetadas pelos atentados de 11 de Setembro.

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Hellerstein supervisionava o caso contra Maduro desde sua captura por forças norte-americanas, em janeiro. O processo tem origem em uma ação judicial de longa data que o magistrado acompanhava havia mais de uma década.

Segundo o porta-voz do tribunal, os processos que estavam sob responsabilidade de Hellerstein serão redistribuídos aleatoriamente entre outros juízes.

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