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Morte brutal de jovem ofusca votação sobre direito das mulheres na Itália

Internacional|Do R7

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ROMA, 28 Mai (Reuters) - A Câmara dos Deputados da Itália ratificou nesta terça-feira um tratado de combate à violência contra as mulheres em uma sessão ofuscada pelo assassinato brutal de uma adolescente que chocou um país ainda marcado por machismo e desigualdade de gênero.

A Convenção de Istambul, um tratado do Conselho da Europa, se destina a reforçar as medidas para proteger as mulheres da violência e teve especial ressonância na Itália, após uma série de terríveis assassinatos e ataques com ácido contra mulheres nos últimos meses.

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Antes da abertura da sessão, a presidente da Câmara, Laura Boldrini, pediu um minuto de silêncio em memória de Fabiana Luzzi, uma adolescente cujo assassinato na sexta-feira chocou a Itália.

"Ela foi queimada viva por causa de ciúme aos 16 anos por um menino de 17 anos, o namorado dela. Mais uma vez, a violência está disfarçada de amor. É um horror que não podemos nos acostumar e mostra que o desafio que enfrentamos é cultural", disse Laura.

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Milhares de pessoas, incluindo a ministra da Igualdade de Oportunidades, Josefa Idem, compareceram ao funeral de Fabiana em uma pequena cidade no sul da Itália, enquanto ocorria a votação no Parlamento.

Falando no funeral, Josefa disse que o Estado precisa fazer mais para proteger as mulheres depois que dezenas de outros casos de mulheres assassinadas por seus parceiros foram notificados neste ano.

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No entanto, os políticos foram criticados por não levar o assunto mais a sério, depois que apenas alguns se voltaram para o debate sobre o tratado na segunda-feira, com os jornais trazendo fotografias da Câmara quase vazia.

O tratado ainda precisa ser ratificado pelo Senado para ter sua aprovação final na Itália, que se juntaria a Turquia, Albânia, Montenegro e Portugal no apoio à convenção, que precisa do apoio de pelo menos 10 países para entrar em vigor.

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Se a convenção entrar em vigor, a Itália ainda terá de colocar em prática as disposições do tratado, incluindo medidas de prevenção e reparação da violência, algo que o governo pode ter dificuldade para financiar, uma vez que lida com o aumento do desemprego e a maior recessão da Itália no pós-guerra.

(Reportagem de Naomi O'Leary)

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