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Morte do Sol pode desestabilizar Sistema Solar muito antes do previsto, diz estudo

Descoberta sugere que a perda de massa solar ocorrerá de forma irregular, causando mudanças na gravidade e colisões entre planetas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo indica que a morte do Sol pode desestabilizar o Sistema Solar mais cedo que o previsto, alterando órbitas planetárias.
  • Anteriormente, acreditava-se que a estabilidade orbital duraria cerca de 100 bilhões de anos, mas a nova pesquisa sugere desintegração em apenas 1 bilhão de anos após a morte do Sol.
  • A perda de massa solar ocorrerá de forma irregular, causando mudanças na gravidade e aumentando risco de colisões e dispersões planetárias.
  • Simulações mostram que em 40% dos cenários, planetas podem ser destruídos ou dispersos ainda na fase de gigante vermelha do Sol.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sistema Solar pode se desintegrar um bilhão de anos após a morte do Sol Pexels

O Sistema Solar pode perder sua estabilidade muito antes do que se imaginava, segundo um estudo publicado na revista científica The Astrophysical Journal Letters, que indica que a morte do Sol deve alterar as órbitas dos planetas.

Até então, a expectativa era de que a arquitetura orbital permanecesse estável por cerca de 100 bilhões de anos. A nova pesquisa, no entanto, indica que o Sistema Solar vai se desintegrar um bilhão de anos após a morte do Sol.

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De acordo com o estudo, daqui a bilhões de anos, o Sol se tornará uma anã branca, esfriando rapidamente e encolhendo para quase metade da sua massa atual. Antes, pesquisadores acreditavam que esse processo aconteceria de maneira gradual, permitindo que as órbitas planetárias permanecessem estáveis por muito tempo.

Com o novo estudo, acredita-se que a perda de massa solar ocorrerá de forma irregular, em eventos aleatórios que provocariam mudanças repentinas na gravidade do sistema. Esses efeitos poderiam alterar as trajetórias dos planetas, aumentando o risco de colisões, dispersões e da desintegração do Sistema Solar.

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As simulações realizadas pelos pesquisadores também apontaram que o processo pode começar antes mesmo de o Sol se tornar uma anã branca. Em 40% dos cenários analisados, os planetas foram destruídos ou dispersos enquanto a estrela ainda estava na fase de gigante vermelha.

“A instabilidade do sistema solar externo, nessas realizações, não é meramente acelerada pela morte estelar, mas é contemporânea a ela. Quando a anã branca se forma, as intersecções já evoluíram para ruptura total ou dispersão violenta em 40% das realizações fiduciais de todas as fases”, diz um trecho do estudo.

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“Os exemplos simulados incluem execuções em que Saturno é ejetado em poucos milhões de anos, Urano e Netuno trocam de ordem e os periélios são impulsionados para dentro da órbita de Júpiter.”

Apesar das descobertas, o cenário não representa uma ameaça para a humanidade, já que acredita-se que a Terra perderá suas condições de habitabilidade muito antes de o Sistema Solar se desestabilizar.

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