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Mosaico sobre passagem do êxodo do Egito é descoberto em Israel

A descoberta ocorreu em 2019 durante contínuas escavações em sinagoga de 1.600 anos e também inclui painel que descreve passagem do profeta Daniel

Internacional|Eugenio Goussiinsky, do R7

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Homens deslizam tâmaras em cordas
Homens deslizam tâmaras em cordas

A descoberta de dois mosaicos com histórias bíblicas revela o estilo de vida da população judaica na cidade de Huqoq, na Galiléia, em Israel, na época em que o Império Bizantino (330 d.c - 1453 d.c) controlava a região.

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Um dos mosaicos se refere à história de Elim, um oásis com 12 nascentes de água e 70 tamareiras, descrito no livro Êxodo, 15:27, que conta a história da fuga dos judeus do Egito, comandados por Moisés.

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Segundo o jornal The Times of Israel, a identificação do oásis de Elim na representação é confirmada com uma inscrição acima do portão, onde se lê: “E chegaram a Elim”.

A descoberta ocorreu em 2019 durante contínuas escavações na sinagoga, de 1.600 anos, e foi comandada pela professora Jodi Magness, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (EUA).

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“Nós vemos aglomerados de tâmaras sendo colhidas por trabalhadores agrícolas do sexo masculino usando tangas, que estão deslizando as tâmaras para baixo em cordas de outros homens. O registro intermediário mostra uma linha de poços alternando com as palmas de data. No lado esquerdo do painel, um homem de túnica curta está carregando um pote de água e entrando no portão arqueado de uma cidade ladeada por torres ameadas”, diz a professora.

Acredita-se na possibilidade de que o mosaico, desta sinagoga construída no século 5 d.c, possa ser uma mensagem subliminar, em referência aos poderes do Grande Sinédrio (assembleia de juízes judeus), que estavam sendo diluídos, enfraquecendo a própria comunidade, o que facilitou o domíno bizantino a partir de 425 d.c

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De acordo com o comentário bíblico do erudito rabínico francês Rashi (Shlomo Yitzchaki, 1040-1105), que citou fontes rabínicas anteriores, as 12 nascentes de água correspondem às 12 tribos de Israel e as 70 palmeiras são os 70 anciãos.

Outro desenho foi descoberto no corredor norte da sinagoga. Neste segundo mosaico, há painéis representando animais descritos no capítulo 7 do livro de Daniel. Lá, o profeta Daniel, no cativeiro da Babilônia, representa os quatro reinos que antecederam o fim dos dias, por meio de quatro criaturas.

E, no mosaico, há uma inscrição em aramaico que confirma a identificação das feras, mas que, dela, só pode ser vista a imagem de um leão com asas de águia.

Tal obra de arte também manifesta a apreensão dos judeus naquele momento, tal qual a do profeta nos tempos antigos.

“O painel de Daniel é interessante porque aponta para expectativas escatológicas, ou do final do dia, entre esta congregação”, disse Magness.

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