MST pede rapidez nas reformas agrária, política e urbana
Internacional|Do R7
São Paulo, 11 jul (EFE).- O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), uma das organizações sociais que convocou a "jornada de lutas" realizada nesta quinta-feira em várias cidades do país, pediu rapidez nas reformas agrária, política e urbana que foram propostas por diferentes setores. "O que estávamos sentindo falta nestas manifestações era da participação organizada de diversos setores da classe trabalhadora", declarou à Agência Efe Marcelo Buzetto, um dos representantes internacionais do MST. O dirigente social comentou que, com a participação de "metalúrgicos, petroleiros, químicos, sem-terra e sem-teto, os movimentos populares estão dando uma demonstração de organização e de unidade em torno de algumas bandeiras de luta, como a reforma agrária, a reforma urbana e a reforma política". Buzetto foi um dos militantes do movimento que marcharam pelas ruas de São Paulo na jornada, que segundo a Polícia Militar reuniu cerca de sete mil manifestantes na Avenida Paulista. "Não é com uma manifestação ou algumas mais que vamos mudar o Brasil. É necessário ter um movimento permanente de luta por justiça e por um projeto verdadeiramente alternativo", ressaltou Buzetto. Vários pontos do Brasil registraram hoje bloqueios em dezenas de estradas e a paralisação do transporte público em algumas cidades durante o chamado Dia Nacional de Lutas, convocado pelos sindicatos para reivindicar melhoras trabalhistas. Os sindicalistas interromperam algumas operações em polos industriais, refinarias e os acessos a alguns portos, inclusive o de Santos, o maior do país. Em São Paulo, mais de mil motoboys se uniram aos outros grupos de manifestantes que se concentraram na Avenida Paulista para reivindicar melhores condições de trabalho, o que provocou o fechamento do trânsito. "Hoje é um dia no qual os trabalhadores saem às ruas para mostrar que estão insatisfeitos com a situação do país", disse à Efe Pedro Delarué, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco). "Estamos buscando contribuir para essa discussão com nossa campanha por um imposto justo, que pretende a correção do cálculo do imposto de renda e a tributação de lucro e dividendos para grandes empresários que hoje são eximidos da tributação", declarou. As principais reivindicações dos sindicatos são a redução da jornada de trabalho até 40 horas semanais, a modificação de uma lei que reduz as pensões de quem se aposenta prematuramente e o arquivamento de um projeto de lei que permite às empresas ampliar o número de trabalhadores terceirizados. EFE wgm-rh/rsd (foto) (vídeo)









