Muçulmanos na Nova Zelândia homenageiam vítimas de ataque
Ataque de supremacista branco em 2019 deixou 51 mortos em duas mesquitas em Christchurch e foi transmitido ao vivo pelo Facebook do autor
Internacional|Da EFE

Centenas de muçulmanos na Nova Zelândia lembraram com orações, nesta sexta-feira (13), as 51 pessoas que perderam suas vidas durante o ataque supremacista perpetrado contra duas mesquitas na cidade de Christchurch, em 15 de março de 2019.
Liderados pelos imãs de Al Noor e Linwood, as duas mesquitas que foram alvo desse ataque que também deixou mais de 50 feridos, os muçulmanos se reuniram no centro de esportes e entretenimento da Horncastle Arena fazer suas orações.
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"Nós somos humanos. Podemos ter diferenças e estas são boas na maioria das vezes, se soubermos lidar com elas pacificamente. Não queremos que mais ninguém perca alguém que ama e sofre como nós", disse Farid Ahmed durante a oração, que acabou ferido em Al Noor durante o ataque e perdeu sua esposa.
A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, destacou anteriormente de Christchurch sobre a "oportunidade de refletir sobre as mudanças que ocorreram" no país desde o ataque, cujas vítimas serão lembradas no próximo domingo por meio de uma cerimônia nacional.
Ardern também lembrou que o Parlamento aprovou uma lei para o controle de armas, que foi acompanhada por uma anistia e da recompra de 60.907 armas, e a possibilidade de que a segunda parcela desta legislação, que envolve um registro de posse de armas, seja aprovada nas próximas semanas.
Ela disse, no entanto, que ainda há "muito mais a ser feito" para impedir as mensagens e ações de ódio dos extremistas.
A premiê deve fazer um discurso durante a cerimônia, em Christchurch, da qual se espera a participação de milhares de pessoas.
O ataque, atribuído a um supremacista branco, ocorreu durante a oração de sexta-feira. O criminoso chegou a transmitir por alguns minutos através do Facebook, atirando à queima-roupa contra muçulmanos, incluindo crianças, em Al Noor, antes de seguir para Linwood, onde continuou o massacre.











