Internacional Nova Zelândia aprova mudanças em lei de armas após ataque

Nova Zelândia aprova mudanças em lei de armas após ataque

Lei aprovada por 119 a 1 votos proíbe a circulação e o uso da maioria das armas semiautomáticas, pentes acima de uma certa capacidade e espingardas

Reuters
Parlamento aprovou a lei por 119 votos contra 1

Parlamento aprovou a lei por 119 votos contra 1

Jorge Silva/Reuters - 22.3.2019

Parlamentares da Nova Zelândia votaram de forma quase unânime a favor de mudanças nas leis de armas, nesta quarta-feira (10), quase um mês após o pior ataque a tiros em tempos de paz na história do país, no qual 50 pessoas foram mortas em duas mesquitas da cidade de Christchurch.

O Parlamento aprovou o projeto de lei de reforma, as primeiras alterações substanciais nas leis de armas do país em décadas, por 119 a 1. O Legislativo precisa agora do consentimento real do governador-geral para ratificá-la.

"Houve muito poucas ocasiões em que vi o Parlamento se unir assim, e não consigo imaginar circunstâncias em que isso seja mais necessário", disse a primeira-ministra, Jacinda Ardern, ao apresentar a legislação.

Jacinda proibiu a venda de todos os fuzis semiautomáticos e de assalto de estilo militar seis dias após o massacre de 15 de março, e anunciou planos para endurecer as leis de armas.

Pior ataque na história da Nova Zelândia

Um atirador usou armas semiautomáticas nos ataques às mesquitas de Christchurch, matando 50 pessoas que participavam das preces de sexta-feira.

Autoridades apresentaram 50 acusações de assassinato contra o australiano supremacista branco de extrema-direita de 28 anos, após os ataques.

Os novos limites proíbem a circulação e o uso da maioria das armas semiautomáticas, peças que convertem armas de fogo em armas semiautomáticas, pentes acima de uma certa capacidade e algumas espingardas.

As leis de armas em vigor permitiam licenças de armas de padrão A, que cobriam semiautomáticas limitadas a sete tiros.

Desde o massacre do mês passado, a Nova Zelândia reforçou a segurança e cancelou vários eventos em Auckland, sua maior cidade, que ocorreriam em um feriado do dia 25 de abril.

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