‘Muito diferente de como acontece no Brasil’, diz observadora sobre eleições nos EUA
Advogada Rafaele Wincardt está em Orlando em uma missão promovida pela Transparência Internacional
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos são organizadas de forma descentralizada, com diferenças nas regras e nos procedimentos entre estados e condados, segundo a advogada especialista em Direito Eleitoral e Direito Público, Rafaele Wincardt, que acompanha o pleito como observadora em uma missão promovida pela Transparência Internacional.
Em entrevista ao Jornal da Record News da última sexta-feira (30), ela explicou que o trabalho consiste em avaliar a organização administrativa, os locais de votação e os procedimentos eleitorais, sem interferir na atuação das autoridades. “Nos Estados Unidos nós temos uma votação bastante descentralizada, de fato. E isso é muito diferente de como acontece no Brasil”, afirmou.

A advogada também comentou a influência do voto facultativo na participação dos eleitores americanos. Segundo ela, autoridades locais promovem campanhas nas redes sociais para incentivar a população a votar, inclusive por modalidades alternativas, como o correio. Rafaele afirmou que um dos pontos a observar será o impacto da mobilização da oposição.
“Mas o que a gente vai ver aqui nos Estados Unidos é se, por exemplo, essa mobilização da oposição vai tomar realmente uma proporção significativa, a ponto de mudar a configuração de uma das Casas, pelo menos, seja do Senado ou do Congresso, e gerar aí uma certa dificuldade de governabilidade para o presidente Trump”, declarou.
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A advogada destacou outras diferenças em relação ao sistema brasileiro, como a possibilidade de votar antecipadamente ou pelo correio. Em 2024, cerca de 30% dos votos, ou um pouco mais, foram enviados por correspondência, segundo Rafaele. Ela também explicou que a apuração dos resultados ocorre de maneira mais lenta, já que as cédulas são de papel e passam por processos de conferência e auditoria.
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