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Mundo vive nova corrida nuclear e comunidade internacional não pode fazer nada, alerta professor

Acordo nuclear entre russos e norte-americanos expira num momento em que mais países cogitam ter a bomba atômica

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fim do acordo nuclear entre Rússia e EUA marca um recuo histórico no controle de armamentos.
  • Professor Gunther Rudzit afirma que a Rússia não tem motivos para utilizar armas atômicas contra a Ucrânia.
  • O aumento das armas nucleares aumenta a insegurança global e pode levar outros países a desenvolverem armamento atômico.
  • Rudzit destaca a falta de confiança entre grandes potências e o crescimento do nacionalismo como causas da ruptura na ordem internacional.

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Pela primeira vez em 54 anos, Rússia e Estados Unidos ficam sem um acordo nuclear, que expirou nesta quinta-feira (5). Os dois países juntos somam quase 90% de todas as armas nucleares do planeta. Segundo o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, o fim do acordo acontece na “pior hora possível”.

O recuo histórico no controle de arsenais nucleares deve acelerar a corrida armamentista e acontece em meio ao maior confronto na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial, entre russos e ucranianos.


Secretário-geral da ONU diz que fim do tratado nuclear acontece na 'pior hora possível' Reprodução/Record News

Em entrevista ao Hora News, Gunther Rudzit, professor de relações internacionais, diz que o maior interesse de expirar, acabar e não renovar esse acordo foi por parte do governo norte-americano.

Segundo o analista, a China vem aumentando o arsenal sem uma política oficial há cerca de dois anos e os serviços de inteligência dos Estados Unidos indicam que o objetivo chinês é chegar a, no mínimo, mil mísseis.


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E, para os Estados Unidos, é possível se equilibrar com os 550 mísseis da Rússia. Agora, se a China agora tiver mil, ela também vai poder destruir os EUA e eles não vão conseguir destruir os dois ao mesmo tempo. Ou seja, “eliminam o equilíbrio do terror”, destaca o professor.

“Nós já estamos vivendo essa nova corrida nuclear e muito provavelmente outros países vão também chegar nesse caminho fora Estados Unidos, Rússia e China”, argumenta Rudzit, em relação a países como Polônia, Alemanha e Arábia Saudita, que manifestaram interesse em desenvolver e possuir armamento atômico, temendo desvantagem em um conflito futuro.


“Na prática, esse fim de acordo é resultado desse momento que nós estamos vivendo, que é uma ruptura da ordem internacional que a gente vivia desde o fim da Segunda Guerra Mundial e principalmente de não ter mais confiança entre os governos dos países, principalmente das grandes potências e o pior, cada um buscando seus próprios interesses, o nacionalismo fazendo com que a cooperação deixe de existir”, afirma.

Sobre um possível uso de armas nucleares da Rússia no conflito com a Ucrânia após o fim do tratado, o professor esclarece: “Não tem motivo de usar a arma atômica. Além disso, se usar a arma atômica vai contaminar não só a Ucrânia, mas também o próprio território russo, porque os ventos majoritariamente sopram de oeste para leste, portanto uma arma atômica usada em território ucraniano vai levar radioatividade para o território russo”.


Gunther ressalta que, nesse momento, com o aumento das armas nucleares, o mundo não está ficando mais seguro, está ficando mais inseguro. “Mas eu não vejo a iminência de uma guerra nuclear tão rapidamente”, completa.

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