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Mursi e Abbas denunciam agressões israelenses que dificultam processo de paz

Internacional|Do R7

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Cairo, 16 mai (EFE).- O presidente egípcio, Mohammed Mursi, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, analisaram nesta quinta-feira no Cairo a reconciliação entre as facções palestinas e os esforços para impulsionar o processo de paz, e denunciaram as agressões de Israel. Ambos manifestaram sua "forte condenação às permanentes agressões que Jerusalém Oriental sofre, e que devem parar imediatamente porque tornam todos os pactos internacionais vulneráveis", informou em comunicado a presidência egípcia. Por isso, os mandatários pediram à comunidade internacional fornecer a proteção necessária aos santuários islâmicos e cristãos da cidade, após os últimos distúrbios na Esplanada das Mesquitas. Mursi e Abbas pediram, ainda, para pressionar Israel para que os assentamentos parem nos territórios palestinos ocupados e ponha um fim no embargo à Faixa de Gaza. O cumprimento dessas reivindicações é necessário para "propiciar o reatamento do processo de paz e conseguir uma solução justa e global que devolva os legítimos direitos ao povo palestino", acrescenta a nota da presidência egípcia. Durante sua reunião, trataram também dos esforços egípcios para conseguir a reconciliação interna palestina conforme aos acordos assinados no Cairo e em Doha. Abbas agradeceu a Mursi que o Egito tenha recebido nesta semana a última reunião das facções palestinas Fatah e Hamas no Cairo, na qual acordaram a formação de um governo de consenso nacional em um prazo de três meses. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) se reuniu também no Cairo com o secretário-geral do movimento radical palestino Al-Jihad AL-Islami, Ramadan Shalah, para impulsionar a reconciliação entre todas as facções. Shalah destacou o apoio de seu grupo à reconciliação e aos veículos de imprensa para combater a construção de assentamentos judaicos e as agressões israelenses que "alteram a identidade árabe-islâmica de Jerusalém Oriental". No Cairo, Abbas se reuniu ontem à noite com o chefe dos serviços secretos egípcios, Rafat Shahata, e outros altos responsáveis desse órgão governamental, para analisar também a reconciliação interna palestina. No dia 14, Fatah e Hamas acordaram na capital egípcia fechar a formação de um governo de união nacional e preparar a legislação eleitoral que regerá as eleições para o Conselho Nacional Palestino, em até três meses. EFE aj/tr

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