Música e discurso inflamado: veja as provocações de Maduro antes de ser capturado pelos EUA
Postura irreverente do ditador venezuelano ajudou a motivar ação de Trump em Caracas, diz jornal
Internacional|Do R7
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O ditador venezuelano Nicolás Maduro adotou um tom provocativo nas semanas que antecederam sua captura por soldados de elite dos EUA em Caracas, no último dia 3 de janeiro. Segundo fontes ouvidas pelo The New York Times, o então presidente venezuelano passou a cantar, dançar e minimizar publicamente as ameaças dos Estados Unidos, comportamento interpretado pela equipe do presidente Donald Trump como ‘zombaria’ e que ajudou a acelerar a decisão pela operação.
Maduro apareceu dançando ao lado da mulher, Cilia Flores, durante a inauguração da Escola Internacional de Liderança Feminina, em dezembro. No evento, ele se movimentou ao som de uma versão eletrônica remixada de um discurso próprio com a frase “Não à guerra, sim à paz”, em gestos que assessores americanos entenderam como uma imitação das comemorações de Trump.
Fontes internas relataram ao jornal americano que a postura irreverente fazia parte de uma tentativa de Maduro de desmascarar o que acreditava ser um blefe da Casa Branca. A avaliação em Washington foi oposta. As apresentações públicas foram vistas como o ponto de ruptura na relação já deteriorada entre os dois países.
A música passou a integrar a rotina do líder venezuelano. Em novembro, Maduro cantou “Imagine”, de John Lennon, durante um discurso. “Façam tudo pela paz, como dizia John Lennon, certo?”, afirmou à multidão. “É uma inspiração para todos os tempos. É um hino para todas as eras e gerações, deixado por John Lennon como um presente para a humanidade.”
Maduro’s constant dancing reportedly pushed Trump to storm Caracas
— Complex (@Complex) January 4, 2026
Trump’s team reportedly grew so annoyed by Venezuelan leader Nicolás Maduro’s public dancing that they took it as mockery and decided to act. After Maduro ignored a U.S. ultimatum and kept brushing off threats &… pic.twitter.com/fE1GlNXmZM
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O tom despreocupado se manteve mesmo após a prisão. As primeiras palavras públicas de Maduro depois da captura foram um “Feliz Ano Novo”, dito enquanto era algemado e levado sob custódia. Mais tarde, já em deslocamento para os Estados Unidos, ele voltou a fazer sinais de paz com os dedos e a mostrar os dois polegares para cima ao desembarcar em Nova York, onde será julgado por acusações de tráfico de drogas e porte de armas.
Maduro e Cilia Flores estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn. Trump afirmou que a mulher do ex-presidente também será indiciada. “Maduro e sua mulher em breve enfrentarão todo o rigor da justiça americana”, declarou o presidente em Mar-a-Lago.
A captura ocorreu após uma operação americana em Caracas, justificada por Trump com acusações de que a Venezuela estaria “inundando os Estados Unidos com drogas e membros de gangues”. O presidente americano afirmou que Maduro é o líder do Cartel de los Soles e disse que não informou o Congresso sobre a ação para evitar vazamentos.
Com Maduro fora do poder, a presidente interina Delcy Rodríguez pediu calma e diálogo. “Nossa prioridade é avançar rumo a relações internacionais equilibradas e respeitosas entre os Estados Unidos e a Venezuela”, disse. Em mensagem direta a Trump, acrescentou que os povos dos dois países “merecem paz e diálogo, não guerra”.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, adotou um discurso oposto. Em nota do Partido Socialista Unido da Venezuela, afirmou que Maduro segue como presidente legítimo. “Aqui só existe um presidente, cujo nome é Nicolás Maduro Moros. Que ninguém caia nas provocações do inimigo”, declarou.
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