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‘Os fins não justificam os meios’, diz Brasil na ONU sobre ação dos EUA na Venezuela

Brasil disse que ação dos Estados Unidos abre precedente perigoso e que a América Latina é uma região pacífica

Brasília|Thays Martins, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil critica a ação dos EUA na Venezuela no Conselho de Segurança da ONU.
  • Embaixador Sérgio Danese afirma que ação abre precedente perigoso e vai contra a autodeterminação do povo venezuelano.
  • Intervenções armadas lembram tempos de regimes autoritários e violações de direitos humanos na América Latina.
  • Nota conjunta com outros países expressa preocupação com as ações militares unilaterais executadas no território venezuelano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sérgio Danese falou durante reunião do Conselho de Segurança da ONU ONU/ reprodução

O Brasil criticou mais uma vez nesta segunda-feira (5), no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), a ação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro. Na fala, o país reiterou a posição de que a ação abre um precedente perigoso e que a América Latina é uma região pacífica. “Cabe a este Conselho reagir”, cobrou Sérgio Danese, embaixador do Brasil na ONU.

“Não podemos aceitar que os fins justifiquem os meios”, afirmou. Na fala, o embaixador citou que o uso da força na América Latina relembra um tempo em que essas intervenções resultaram em regimes autoritários e violações de direitos humanos.

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“O uso da força na nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos que estavam para trás, esses conflitos armados ameaçam a paz internacional e o princípio da não intervenção e tivemos isso no passado.”

Sérgio Danese destacou que o Brasil acredita que a solução para a crise na Venezuela deve passar pela vontade do povo venezuelano. “O Brasil não acredita que a solução da situação na Venezuela passe pela criação de protetorados no país, mas sim por soluções que respeitem a autodeterminação do povo venezuelano”, disse.

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“O Brasil confia que o futuro da Venezuela deve ser construído pelo povo venezuelano, por meio do diálogo, sem ingerências externas e no marco do direito internacional”, completou.

A reunião do Conselho de Segurança foi chamada de emergência após a operação de sábado (3), quando Nicolás Maduro foi capturado em território venezuelano pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e transferido para solo norte-americano.

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O Brasil já tinha se manifestado contra a ação dos Estados Unidos na região. Em nota conjunta publicada no domingo (4) com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, o país disse que diante da “gravidade dos fatos ocorridos na Venezuela”, os países expressaram “profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”.

EUA diz que ‘não há guerra contra a Venezuela’

Antes da fala do Brasil, o embaixador americano no colegiado, Mike Waltz, afirmou que “não há guerra contra a Venezuela” e que Nicolás Maduro era um presidente ilegítimo.

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“Maduro não é apenas um traficante de drogas, ele é um ilegítimo chamado de presidente. Ele não é um líder de Estado. Por anos, Maduro e seus aliados manipularam o sistema eleitoral venezuelano para se manter ilegitimamente no poder”, disse.

Já a Venezuela disse que o país foi submetido a um “ataque armado ilegítimo” e chamou a detenção de Maduro de “sequestro”.

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