‘Não existe nenhum indício de um cessar-fogo’ entre EUA, Israel e Irã, diz especialista
Após um ataque iraniano no Catar nesta quarta (18), Trump reagiu e ameaçou o país caso realize outra investida
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Após um ataque iraniano no Catar nesta quarta-feira (18), o presidente Donald Trump reagiu e ameaçou o Irã, caso o país realize outra investida. A declaração foi feita em uma rede social e repercutiu internacionalmente. Trump disse que os Estados Unidos não sabiam do ataque israelense contra o complexo de gás iraniano.
O republicano classificou a resposta iraniana como injusta e também pediu que Israel não ataque novamente o complexo do Irã, a menos que haja novas ameaças. Após ataques, declarações e mais instabilidade, o mercado reagiu. O preço do petróleo disparou e ultrapassou os US$ 110 por barril (R$ 573, na cotação atual) — é o maior preço em quatro anos.

Em entrevista ao Hora News desta quinta-feira (19), Ana Carolina Marson, doutora em relações internacionais, afirmou que a situação entre Israel, Irã e Estados Unidos segue tensa. “A conjuntura regional como um todo está bastante tensa, então, nós vemos que ainda não existe nenhum indício de um cessar-fogo, de redução dos ataques que estão acontecendo”, completa.
Para Ana Carolina, Trump não tem interesse na manutenção de um conflito muito longo, então ele começa a retroceder. “Donald Trump foi influenciado pelo seu aliado no Oriente Médio, Israel, a partir de Benjamin Netanyahu, e agora ele percebe que precisa controlar um pouco essas ações que eles começaram a realizar”, diz.
Segundo a especialista, Trump quis agradar a própria base eleitoral com um discurso de que ele estaria trazendo segurança para os EUA e agradando o aliado, Netanyahu, em uma região conturbada, mas o republicano percebeu uma resistência muito maior do que aquela que ele esperava.
“Nós vemos que Trump percebe que a situação está escalando além do que ele imaginava, o fechamento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 25% de todo o petróleo mundial, o aumento dos preços do petróleo, mesmo com a liberação das reservas de emergência do G7. [...] E agora ele sente essa necessidade de retroceder sem passar a impressão de que está perdendo a guerra”, aponta.
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