‘Não há para o Irã uma saída fácil’, analisa especialista sobre situação do Oriente Médio
Declarações de países da região podem apontar uma ação coordenada de ataques contra o país persa e aumentar as tensões
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Forças israelenses mataram o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, general Ali Mohammad Naini, na madrugada desta sexta-feira (20). Em meio ao 21º dia de conflito, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país persa estaria sendo “dizimado”.
No contexto de mortes de funcionários do alto escalão, o novo líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, fez uma nova declaração, em que lamentou as perdas recentes e prometeu vingança. Ainda no comunicado, ele também pediu ao regime iraniano que acabe com a segurança dos inimigos do país.

Nesta sexta, 12 países da região, como os Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia e Omã, fizeram uma declaração em conjunto, repudiando os ataques iranianos às suas estruturas e invocando a Carta das Nações Unidas, em que eles alegam a necessidade de defesa.
Para Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, essa declaração em conjunto deve resultar em um ataque coordenado contra o Irã, o que pode significar uma nova fase do conflito. Ele pontua que, sem uma ação, esses países podem perder bilhões de dólares em investimentos internacionais, além da credibilidade de seus povos, investidores e turistas sobre as suas capacidades de defesa.
“Então a gente vai entrar em uma outra fase do conflito, que vai ser a necessidade desses países de se defenderem. E o mais importante é que não há para o Irã uma saída fácil, porque eles, em vez de entrar em um momento, sim, de negociação, dobram a aposta em um movimento que não há soluções”, afirma.
Para Lucena, com uma liderança confusa no momento e Khamenei funcionando como uma espécie de líder simbólico, os iranianos aparentam não saber o que fazer, o que justifica os ataques em diferentes frentes e até ameaças a americanos fora do conflito.
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Impactos da guerra no Brasil
Em entrevista ao Alerta Brasil desta sexta, Igor Lucena realça a importância do governo brasileiro em criar frentes de enfrentamento aos reflexos da alta do petróleo no país. Além de uma disparada do dólar, o barril do brent, referência do petróleo no mundo, teve aumento no valor novamente e ultrapassou os US$ 115 (cerca de R$ 790) nesta quinta-feira (19).
Apesar das propostas do Planalto, como zerar impostos para diminuir os custos, Lucena ainda enxerga essas opções como uma solução difícil de grandes impactos, uma vez que o contexto é mais complexo. Ele destaca que um dos problemas do país, que mais se evidencia com essa crise, é o grande comando da Petrobras em todas as áreas do setor.
“Quando você olha no resto do mundo e o mercado é totalmente livre e desregulado, cada distribuidora, cada bomba coloca o preço de acordo com a demanda e oferta. É uma coisa muito livre. E aqui no Brasil não; aqui sobe tudo de uma vez só, desce de uma vez só. Então eu acho que a única coisa que fica é que a maneira como a gente altera o petróleo no Brasil quando tem uma crise internacional é péssima. E eu acho que isso já passou do tempo de ser de fato debatido”, finaliza.
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