Nasa flagra ‘teias de aranha’ em Marte; entenda
Pistas observadas pela Agência Espacial Americana reforçam que planeta teve água no passado
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma paisagem incomum em Marte, quando observada do espaço, lembra uma imensa rede de “teias de aranha”. O fenômeno chamou a atenção da Nasa (Agência Espacial Americana), que passou a monitorá-lo por meio do robô de exploração Curiosity.
Segundo o órgão, as formações, chamadas boxwork, têm cerca de 1 a 2 metros e são entrecortadas por depressões arenosas. Elas estão distribuídas ao redor do Monte Sharp e podem oferecer pistas sobre uma eventual presença de água subterrânea no passado do planeta.
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Para explicar essas formações e sua semelhança com teias de aranha, os cientistas sugerem que a água subterrânea tenha percorrido grandes fraturas na rocha, depositando minerais ao longo do caminho.
Os minerais, por sua vez, teriam atuado como uma espécie de “cimento” natural em certas áreas, tornando-as mais resistentes à erosão.
Com o passar do tempo, a ação do vento teria desgastado o material ao redor, mantendo apenas as cristas mineralizadas.
Área pouco explorada
Até a chegada do Curiosity a esta região ninguém podia ter certeza de como essas formações eram de perto, e havia ainda mais dúvidas sobre como elas foram feitas.
Há estruturas semelhantes na Terra, encontradas em cavernas ou em ambientes áridos. No entanto, segundo a Nasa, elas raramente ultrapassam alguns centímetros.
Pensando nisso, a equipe do rover Curiosity decidiu analisar de perto as formações observadas em Marte e reunir mais informações.
A missão representou um grande desafio para os operadores. Foi necessário enviar comandos ao Curiosity, que tem o tamanho de um veículo SUV e cerca de 899 quilos, para que ele conseguisse avançar pelo topo de cristas.
“É quase como uma estrada que podemos percorrer de carro. Mas depois temos que descer para os vales, onde precisamos ficar atentos para que as rodas do Curiosity não derrapem ou tenham dificuldade para virar na areia”, disse Ashley Stroupe, engenheira de sistemas operacionais do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. Ela construiu o Curiosity e lidera a missão. “Sempre há uma solução. Só precisamos tentar caminhos diferentes.”
Para os cientistas, o grande desafio agora consiste em desvendar como essa estrutura pôde existir no Monte Sharp. Quanto mais alto o Curiosity sobe o local, mais a paisagem apresenta sinais de que a água foi secando ao longo do tempo, com períodos úmidos ocasionais que testemunharam o retorno de rios e lagos.
O robô também descobriu texturas irregulares chamadas nódulos, um sinal evidente de água subterrânea no passado, já detectado pelo Curiosity e outras missões a Marte.

Próximo destino do Curiosity em Marte
O Curiosity deve deixar em março a região de boxwork. O próximo destino é outra área do Monte Sharp rica em sulfatos, que se formam à medida que a água evapora.
Segundo a Nasa, a equipe pretende seguir explorando essa camada ao longo de vários quilômetros, com o objetivo de ampliar o entendimento sobre como Marte deixou de ser um ambiente possivelmente úmido para se tornar um deserto frio.
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