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Negociação nuclear com o Irã atinge "marco", diz ministro

Internacional|Do R7

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VIENA, 28 Fev (Reuters) - As negociações nucleares do Irã com as potências mundiais alcançaram nesta semana "um ponto de inflexão", disse na quinta-feira o chanceler iraniano, Ali Akbar Salehi, sugerindo que uma solução para o impasse pode ser iminente.

"Considero um marco. É um ponto de inflexão nas negociações", disse Salehi ao canal austríaco de TV ORF, durante visita a Viena para uma conferência da ONU. "Estamos nos encaminhando para metas que sejam satisfatórias para ambos os lados. Estou muito otimista e esperançoso", afirmou ele, segundo a tradução para o alemão de declarações proferidas em inglês.

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Salehi, que na quarta-feira já havia se declarado "muito confiante" em um acordo, não deu detalhes sobre as discussões ocorridas no Cazaquistão, mas disse que o fato de o processo ser retomado daqui a um mês já indica um avanço.

Em outra entrevista, à agência de notícias austríaca APA, Salehi foi questionado sobre o enriquecimento de urânio até 20 por cento de pureza, atividade que o Irã começou a realizar e que preocupa o Ocidente, por representar um passo importante para o desenvolvimento de armas atômicas.

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O Irã diz ter o direito soberano de enriquecer urânio para fins pacíficos, e diz que deseja produzir combustível nuclear a fim de poder exportar mais petróleo.

Mas a concentração físsil de 20 por cento é bem superior ao necessário para uso em usinas atômicas civis. A partir desse nível, dizem especialistas ocidentais, fica muito fácil chegar à concentração superior a 90 por cento necessária para o uso em armas.

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Teerã afirma que precisa enriquecer urânio até 20 por cento de pureza para usá-lo em um reator de pesquisas.

Segundo Salehi, o Irã já enriqueceu cerca de 250 quilos de urânio a 20 por cento, dos quais quase cem quilos já foram processados na forma de bandejas de combustível para uso no reator de pesquisas.

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"Até agora produzimos duas dessas bandejas por mês. No futuro, queremos produzir três, quatro ou talvez até mais bandejas a cada mês. É assim que queremos reduzir o estoque de urânio enriquecido a 20 por cento em médio prazo."

Contrariando o tom otimista adotado por Teerã após a última reunião com seis potências globais, autoridades ocidentais dizem que a República Islâmica ainda precisa adotar medidas concretas para esclarecer as suspeitas que cercam seu programa atômico.

Um rápido progresso nas discussões é improvável por causa das tensões políticas internas decorrentes da eleição presidencial de junho, segundo analistas.

Questionado pela APA sobre uma eventual candidatura presidencial, Salehi disse: "Não, não me sinto suficientemente capacitado para o cargo".

Estados Unidos, China, França, Rússia, Grã-Bretanha e Alemanha ofereceram nesta semana um modesto alívio nas sanções ao Irã em troca de o país restringir suas atividades mais sensíveis. As potências mundiais, no entanto, deixaram claro que não esperam uma solução imediata para o impasse, que já dura cerca de uma década.

(Reportagem de Michael Shields)

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