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Negociações em Genebra: entenda as chances de acordos entre EUA e Irã e Rússia e Ucrânia

Cidade suíça passou a abrigar nesta terça (17) reuniões sobre dois dos principais focos da geopolítica atual

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estados Unidos e Irã buscam acordo sobre programa nuclear em negociações em Genebra.
  • Professor Kai Enno Lehmann acredita que qualquer acordo dependerá da sobrevivência do regime iraniano.
  • Os EUA apresentam inércia em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia, com ataques russos aumentam a popularidade de Zelensky.
  • O suporte militar americano à Ucrânia está diminuindo, e não há expectativa de um fim imediato para o conflito.

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A cidade suíça de Genebra é palco de duas importantes negociações geopolíticas nesta terça-feira (17): enquanto Estados Unidos e Irã buscam acordo sobre programa nuclear, Rússia e Ucrânia tentam chegar a termos aceitáveis para acabar com a guerra de quatro anos.

Em entrevista ao Hora News, o professor de relações internacionais Kai Enno Lehmann avalia a possibilidade de Washington e Teerã atingirem um consenso. Ele acredita que negociações são possíveis, mas duvida da durabilidade de qualquer tipo de acordo entre os países.


Programa nuclear do Irã
Programa nuclear iraniano é alvo de discussões com os EUA Reprodução/Record News

Ele pontua que qualquer movimentação que levasse a uma abertura política social do Irã não seria aceitável para o regime. “O regime quer a estabilidade interna.” Lehmann também não vê o país abrir mão de seu programa nuclear, que reforça o status quo do governo.

Enquanto isso, os Estados Unidos fecham o cerco ao país persa. Nesta terça-feira (17), o líder iraniano ameaçou derrubar um porta-aviões norte-americano localizado próximo ao território do Irã. Uma escalada de tensões, pontua o professor, sinalizaria a proximidade de “um conflito muito perigoso”.


“Mas eu acho que o principal objetivo do regime iraniano nesse momento é a sobrevivência. Então eu acho que qualquer acordo que Trump oferecer que garantisse a sobrevivência do regime, eu acho que o regime estaria aberto a aceitar”, pondera.

Rússia x Ucrânia

Já sobre o conflito no leste europeu, Lehmann aponta uma inércia do presidente dos EUA. “Ao longo desse um ano e pouco do segundo mandato de Donald Trump, nos dias anteriores a essas negociações, a Rússia faz um ataque muito forte à Ucrânia. Basicamente para dizer, olha, estamos aqui, podemos fazer o que a gente bem quiser e você vai fazer o que? E no final das contas, os Estados Unidos não fazem nada.”


Ele analisa que a Rússia faz esse tipo de bombardeio, contra alvos civis, “porque não consegue fazer outra coisa”. Mas ainda que os ataques sirvam sua função de desmoralizar o lado ucraniano e enfraquecer a resiliência da população, eles não funcionam como tática e não se traduzem em um avanço militar.

“De acordo com algumas pesquisas feitas na própria Ucrânia, cada vez que tem esse tipo de ataque em massa, a popularidade de Zelensky aumenta um pouco, não diminui. Então, como tática política, para mudar o jogo político, isso não funciona e eu não imagino que vá porque, no final das contas, a Ucrânia foi o país invadido e a Ucrânia vai lutar para se sustentar como um país independente e livre.”


Por fim, ele diz que o que deve continuar a acontecer é um apoio gradual de parceiros à Ucrânia, agora que o suporte militar americano tem diminuído, mas não vê um fim imediato para o conflito.

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