Negociações para o retorno do Reino Unido à União Europeia devem demorar, diz especialista
Crise econômica da Europa e exigências de Emmanuel Macron dificultam a reanexação do país ao Bloco
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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À meia-noite de 31 de janeiro de 2020, os ingleses comemoravam o Ano Novo e a separação da União Europeia por meio da implementação do Brexit. Seis anos depois, a animação e a economia do país não são mais as mesmas. Em um momento de desaceleração econômica e aumento do custo de vida, o novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, considera retornar ao Bloco.
As expectativas em torno das negociações devem se animar em novembro, quando o líder encontrará representantes da UE em uma cúpula sobre empresas e produtos da aliança em determinados setores. As conversas, contudo, ocorriam desde o mandato do antecessor de Burnham, Keir Starmer. A reaproximação incentivada por ele deixou o cenário mais favorável, pelo menos entre a maioria dos outros líderes.
“Quem dessa vez é contra? O Macron. O Macron acha que o Reino Unido — como saiu e como prejudicou a União Europeia — deve pagar pedágios e fazer maiores concessões”, declarou o especialista em segurança e estratégia internacional, Ricardo Cabral, durante o Conexão Record News desta quarta (30). O especialista apontou que o acordo anterior trazia diversas vantagens aos ingleses, o que não deve se replicar caso o país retorne à UE.
Na opinião de Cabral, contudo, ainda deve demorar para o Reino Unido voltar ao Bloco. “Por quê? Por causa da crise econômica na Europa. [...] Vai se alongar por três ou quatro anos, muito provavelmente, porque essa liderança também na Europa vai mudar”.
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