Netanyahu afirma que Israel quer um ‘verdadeiro pacto de paz’ com o Líbano
Embaixadores de Israel e Líbano se reunirão em Washington para discutir a pauta de paz
Internacional|Da Reuters
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste sábado (11) que deseja um “pacto de paz verdadeiro” com o Líbano. “No último mês, o Líbano nos procurou diversas vezes para iniciar conversas diretas de paz. Isso nunca aconteceu conosco na história — na verdade, aconteceu uma vez há décadas —, mas agora eles nos procuraram. Eu aprovei, mas sob duas condições que queremos alcançar: o desarmamento do Hezbollah e um pacto de paz verdadeiro que dure”, declarou.
Segundo autoridades de ambos os países, o embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, e a embaixadora libanesa, Nada Hamadeh Moawad, vão se reunir em Washington na próxima terça-feira (14). No entanto, os dois lados emitiram declarações conflitantes sobre a pauta do encontro.
A presidência do Líbano afirmou que as autoridades mantiveram uma chamada telefônica na sexta-feira (10) e concordaram em discutir um cessar-fogo, além de definir uma data para o início das conversas bilaterais sob mediação norte-americana. Já a embaixada de Israel em Washington declarou que o encontro marcará o início de “negociações formais de paz” e que o país se recusa a discutir um cessar-fogo com o Hezbollah.
Israel e os EUA afirmaram que a campanha contra o Hezbollah no Líbano não faz parte do cessar-fogo entre Irã e Washington. Horas após o anúncio, Israel lançou o maior ataque da guerra, matando mais de 350 pessoas em bombardeios-surpresa em áreas densamente povoadas, segundo autoridades libanesas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na terça-feira um cessar-fogo de duas semanas para o conflito que já dura um mês e meio. O anúncio ocorreu poucas horas antes do prazo final estabelecido por Trump, que havia ameaçado “destruir a civilização do Irã”.
O cessar-fogo interrompeu os ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã. No entanto, não encerrou o bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz — que causou a maior interrupção da história no fornecimento global de energia —, nem conteve a guerra paralela entre Israel e o Hezbollah, apoiada pelo Irã, no Líbano.
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