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Netanyahu estuda revogar benefícios de alguns palestinos em Jerusalém Oriental

Internacional|Do R7

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Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, levantou a possibilidade de revogar os benefícios e direitos de viagem de alguns dos palestinos que moram em Jerusalém Oriental em resposta a uma onda de violência palestina, disse uma autoridade governamental nesta segunda-feira.

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Tal medida não parece ser iminente ou praticável, mas a sua mera menção vai contra uma declaração israelense de décadas de que Jerusalém é uma cidade unida onde moradores árabes e judeus desfrutam de direitos iguais.

Hanan Ashrawi, membro do comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina, disse que a medida, se adotada, vai privar os palestinos que vivem em Jerusalém dos direitos e serviços mais básicos e provocará confrontos. "Essa escalada alarmante, uma medida desumana e ilegal, tem de ser parada imediatamente", disse Ashrawi em comunicado.

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Israel considera Jerusalém, incluindo sua parcela oriental, ocupada junto com a Cisjordânia em 1967, como sua capital indivisível. Ao contrário de seus irmãos que vivem na Cisjordânia ocupada, os palestinos em Jerusalém Oriental recebem benefícios sociais israelenses e podem se movimentar livremente por Israel.

Muitos dos agressores árabes que participam de uma das piores ondas de violência entre israelenses e palestinos em décadas, incentivada por tensões em torno de um local sagrado tanto para muçulmanos quanto para judeus, vieram de Jerusalém Oriental.

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Muitos dos ataques contra israelenses estão agora ocorrendo na Cisjordânia, em vez de em Jerusalém, onde eles começaram.

(Reportagem adicional de Ori Lewis e Ali Sawafta)

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