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Netanyahu vence eleição, mas bancada encolhe, diz boca de urna

Internacional|Do R7

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Por Alistair Lyon

JERUSALÉM, 22 Jan (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conquistou um novo mandato na eleição desta terça-feira, mas viu seu bloco direitista perder espaço inesperadamente para a oposição de centro-esquerda, segundo pesquisas de boca de urna.

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De acordo com as pesquisas, o partido Likud, de Netanyahu, que disputou a eleição coligado com o nacionalista Yisrael Beitenu, terá 31 dos 120 deputados - 11 a menos do que na legislatura anterior. Ele poderá se aliar com outros partidos de direita, chegando a 61 ou 62 deputados, contra 58 ou 59 da centro-esquerda.

Se esses resultados compilados por três canais de TV estiverem corretos, Netanyahu governará pelo terceiro mandato, após antecipar as eleições acreditando na sua força política.

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"De acordo com os resultados de boca de urna, está claro que os cidadãos de Israel decidiram que querem que eu continue no cargo de primeiro-ministro de Israel e que forme um governo mais amplo possível", escreveu Netanyahu em sua página no Facebook.

Após uma campanha apática, o comparecimento às urnas, num dia ensolarado, foi o maior desde 2003, segundo as projeções iniciais. Esse fator animou os partidos de centro-esquerda, que depositavam suas esperanças em mobilizar uma multidão de indecisos contra Netanyahu e seus aliados nacionalistas e religiosos.

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O partido centrista Yesh Atid (Há um Futuro), liderado pelo ex-apresentador de TV Yair Lapid, ficou em segundo lugar, com 18 ou 19 cadeiras, segundo as pesquisas - um resultado expressivo para um novato na política.

Lapid teve bastante apoio do eleitorado laico de classe média, ao prometer resolver a crescente escassez de moradias, abolir a dispensa de seminaristas judeus do serviço militar e iniciar uma reforma do sistema educacional.

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O outrora dominante Partido Trabalhista, comandado por Shelly Yachimovich, deve ficar em terceiro lugar, com 17 cadeiras.

Antes da votação, várias pesquisas anteviam uma vitória tranquila para Netanyahu, embora a rodada final de levantamentos, na sexta-feira, apontasse um encolhimento da bancada do Likud-Beitenu e um crescimento do novo partido ultradireitista Bait Yehudi (Lar Judaico), que é contra a criação do Estado palestino e propõe anexar partes da Cisjordânia. O Bait Yehudi deve eleger 12 deputados.

O clima era morno na sede eleitoral do partido Likud, de Netanyahu, após o fechamento das urnas, com apenas algumas centenas de simpatizantes em um local que poderia abrigar milhares de pessoas.

"Nós prevíamos que iríamos perder alguns votos para o Lapid, mas não a este ponto", afirmou o assessor de campanha do Likud Ronen Moshe à Reuters.

Os resultados completos são esperados para a manhã de quarta-feira, e os oficiais devem ser anunciados em 30 de janeiro. Depois disso, o presidente Shimon Peres deve convidar Netanyahu, como líder da maior bancada, a tentar formar um governo.

O ex-militar tradicionalmente forma alianças com partidos religiosos e conservadores. Desta vez, seu principal parceiro deve ser o milionário Naftali Bennett, fundador do Bait Yehudi.

Durante a campanha, Netanyahu enfatizou repetidamente a necessidade de conter o programa nuclear iraniano, deixando em segundo plano a perspectiva de retomada do processo de paz com os palestinos, abandonado desde 2010.

Num discurso de vitória realizado já na quarta-feira (horário local), Netanyahu disse que impedir o Irã de ter armas nucleares será o principal desafio do novo governo que pretende formar.

"O governo que vamos construir será baseado em três princípios fundamentais. Primeiro de tudo, a força militar diante dos grandes desafios que enfrentamos. O primeiro desafio era e continua sendo evitar que o Irã obtenha armas nucleares", afirmou ele.

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