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Nigéria liberta 67 acorrentados em 'condições desumanas' 

Suspeita-se que centro de detenção fosse islâmico. Líderes foram detidos, acusados de tortura e abuso sexual contra os presos, diz polícia

Internacional|Da EFE

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Presos viviam em condições desumanas, segundo polícia
Presos viviam em condições desumanas, segundo polícia

A polícia do estado de Katsina, no norte da Nigéria, libertou de um suposto centro islâmico na cidade de Daura, na fronteira com o Níger, 67 pessoas acorrentadas e submetidas a "condições desumanas".

O porta-voz da polícia de Katsina, Sanusi Buba, confirmou que "67 pessoas de 7 a 40 anos" tinham sido encontradas acorrentadas, enquanto mais de 200 tinham fugido.

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"Os reclusos são mais de 300, mas devido ao tratamento sórdido e desumano ao qual são submetidos iniciaram um motim (no domingo). Alguns dos presos escaparam, mas cerca de 60 deles ficaram para trás", detalhou Buba em comunicado divulgado nesta segunda-feira (14). 

O clérigo deste centro, de 78 anos, foi detido na segunda-feira junto a outros dois suspeitos, acusados de tortura e abuso sexual contra os presos, segundo fontes policiais.

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"Os meus pais me trouxeram aqui porque acreditavam que me curaria do meu impulso de roubar coisas. Mas aqui nos prenderam, nos mataram de fome e nos submeteram a condições desumanas", detalhou Abubakar Saminu, de 16 anos, ao jornal "The Punch".

No dia 26 de setembro, a polícia nigeriana libertou 300 jovens e crianças - alguns com correntes nos tornozelos - de outra escola corânica no estado vizinho de Kaduna, onde supostamente foram torturados e abusados sexualmente.

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