Nigéria ordena a volta de todos os embaixadores do exterior
Decisão é devido à necessidade de uma reforma administrativa; somente os representantes na ONU continuam em seus postos
Internacional|Do R7, com agências

O governo da Nigéria confirmou, neste domingo (3), ter determinado a retirada de todos os embaixadores do país no exterior, medida com a qual o presidente, Bola Tinubu, pretende melhorar o atendimento aos cidadãos nigerianos e estrangeiros em outros países. Eleito em fevereiro, Tinubu realiza uma reforma administrativa com o objetivo de aumentar a eficiência de sua gestão, inclusive nos serviços prestados no exterior.
Ao todo, a Nigéria tem representantes diplomáticos em 94 países, entre eles Espanha, Brasil, Cuba, México e Venezuela.
"A diretiva do presidente é consequência do seu cuidadoso estudo da situação oficial nos consulados e nas embaixadas da Nigéria em todo o mundo", informou Yusuf Tuggar, ministro das Relações Exteriores do país, em comunicado.
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“Ele está determinado a garantir que, a partir de agora, qualidade e eficiência de primeira linha caracterizem a prestação de serviços”, continua o documento.
O governo irá manter no exterior os representantes permanentes da Nigéria nas Nações Unidas em Genebra, na Suíça e em Nova York (EUA), "tendo em vista a próxima Assembleia-Geral da ONU, que acontecerá no fim deste mês", justifica o comunicado.
Apesar de ser um dos países mais importantes e a maior economia da África atualmente, a Nigéria enfrenta graves problemas: uma grande dívida externa; a desvalorização da naira, a moeda nacional; o crescimento da inflação e do desemprego; e a insegurança, tanto interna, quanto externa, nas nações vizinhas, que também a afeta.
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Desde que tomou posse, em maio, Tinubu tenta redinamizar a economia e atrair mais investimentos para o país, mas muitas medidas, como o fim das subvenções dos combustíveis, provocaram um aumento no custo de vida da população, que já vive em dificuldades.
O presidente nigeriano está à frente do Comitê dos Chefes de Estado-Maior da Cedeao (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental) e também comanda as negociações para solucionar a crise política no Níger, após o golpe militar que destituiu, em julho, o presidente Mohamed Bazoum, aliado do Ocidente na luta contra grupos militantes islâmicos.
Ataques a templos
Sete pessoas foram mortas em dois ataques contra mesquitas, realizados por um grupo armado na sexta-feira (1°), no noroeste de Nigéria, no estado de Kaduna, informou a polícia local.
Os criminosos abriram fogo contra a primeira congregação durante a oração da noite, na localidade de Saya-Saya, e seis pessoas morreram no ataque, relatou o porta-voz da polícia do estado de Kaduna, Mansir Hassan.
O grupo seguiu para Tashar Dauda e atacou outra mesquita, deixando mais um morto e três feridos.
Kaduna fica no noroeste e no centro da Nigéria e é um dos estados que sofrem com a presença de grupos armados, que atacam as cidades e matam ou sequestram os moradores. Eles também saqueiam e queimam casas.
Os criminosos também atacam templos religiosos, igrejas ou mesquitas, para sequestrar os fiéis e pedir resgates.













