Noventa presos, a maioria do PCC, fogem de prisão no Paraguai

No local foi encontrado um túnel, mas  governo não descarta a possibilidade de que tenham escapado pela porta da frente da penitenciária

Fuga ocorreu na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero

Fuga ocorreu na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero

Cmasi/Wikicommons/CC-BY-SA-3.0

Cerca de 90 presos, muitos dos quais seriam integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), fugiram neste domingo (19) da prisão de Pedro Juan Caballero, onde foi encontrado um túnel, embora o governo não descarte a possibilidade de que tenham escapado pela porta da frente com a cumplicidade de funcionários da penitenciária.

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O Ministério da Justiça ainda não forneceu a lista de fugitivos, embora alguns meios de comunicação locais mencionem o número de 91, e que um dos prisioneiros teria sido capturado quando saiu do túnel, nas primeiras horas da manhã.

À rede de televisão "Telefuturo", o ministro do Interior, Euclides Acevedo, disse estar considerando a hipótese de que os detentos saíram pelos portões principais da prisão e que tinham o apoio dos agentes. Ainda segundo ele, o diretor da prisão, no departamento de Amambay, está de férias.

Acevedo afirmou também que está sendo investigada a possibilidade de que o túnel tenha sido construído como uma fachada para esconder a suposta cumplicidade dos funcionários.

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A Polícia Nacional já iniciou uma operação de busca dos fugitivos na área de Pedro Juan Caballero, cidade localizada na fronteira com o Brasil e que é um dos centros de operações do PCC no país vizinho.

Em nota, o ministro do Interior afirmou ser possível que alguns dos internos já tenham escapado para o Brasil. "A maioria dos foragidos é de alta periculosidade", declarou.

Em dezembro passado, a ministra da Justiça, Cecilia Pérez, afirmou ter informações de inteligência prisional apontando para um plano de fuga ou resgate dos líderes da facção criminosa, que forneceriam uma recompensa de US$ 80 mil pela operação.

Diante da ameaça, a Justiça chegou a anunciar o reforço da segurança nas penitenciárias, onde já existe uma presença policial e militar, conforme estabelecido pela Lei de Emergência das Prisões.

A norma foi sancionada pelo presidente do país, Mario Abdo Benítez, no dia 8 de setembro, após vários confrontos e tumultos nas cadeias do país. Porém, alguns dias depois, o chefe do Comando Vermelho no Paraguai, Jorge Samudio, escapou. À época, o chefe de governo denunciou que havia corrupção e dinheiro envolvidos na fuga.