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Número de mortos em explosão de oleoduto no México sobe para 117

Segundo governo, 30 pessoas permanecem hospitalizadas, 10 delas em estado grave com até 90% do corpo queimado

Internacional|Do R7

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Explosão ocorreu após ação de roubo de gasolina
Explosão ocorreu após ação de roubo de gasolina

O número de mortos pela explosão ocorrida após o vazamento de um oleoduto na cidade de Tlahuelilpan, no estado de Hidalgo, no sul do México, subiu para 117.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (29) pela Secretaria de Saúde do México. De acordo com o último boletim, 30 pessoas seguem hospitalizadas, dez delas em estado grave.


Em entrevista coletiva, o subsecretário de Prevenção e Promoção da Saúde, Hugo López-Gatell Ramírez, afirmou alguns dos feridos em estado grave têm queimaduras em 90% do corpo. Segundo ele, dos 117 mortos, 49 não resistiram aos ferimentos nos hospitais.

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Entre os 30 feridos que seguem internados, três crianças estão em um hospital de Galveston, no Texas.


O representante do governo mexicano explicou que agentes da Secretaria de Saúde vão ao local do acidente para avaliar os danos à saúde dos moradores da região do acidente provocados pela exposição à gasolina que vazou do oleoduto.

Inalar pequenas doses de vapor de gasolina pode, segundo Ramírez, provocar irritação no nariz e na garganta, dores de cabeça, enjoo, náusea, vômito e dificuldades na respiração. O contato prolongado pode causar perda de memória e enfraquecimento muscular.


O acidente ocorreu no dia 18 de janeiro, quando um grupo de moradores de Tlahuelilpan perfurou o oleoduto para roubar gasolina. Apesar da presença do Exército, centenas de pessoas se aproximaram do local com vasilhas e baldes para coletar combustível.

A explosão foi registrada duas horas depois do início da ação.


Desde que chegou ao poder no último dia 1º de dezembro, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, colocou o combate ao roubo de combustível como uma prioridade. O crime, segundo o governo, gera perdas milionárias à estatal Pemex todos os anos.

Para isso, López Obrador reforçou a segurança dos oleodutos com a presença de militares e determinou que a gasolina fosse transportada por caminhões-tanque, o que causou uma crise de desabastecimento em dez estados do país, entre eles Hidalgo.

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