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O que é o Estreito de Ormuz, alvo de tensão entre EUA e Irã

País persa fechou o canal após ataque dos governos americanos e israelense e morte de Ali Khamenei

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Guarda Revolucionária iraniana afirma ter 'controle total' do Estreito de Ormuz em meio a tensões com os EUA.
  • Os EUA planejam escoltar navios na região para garantir o fluxo livre de energia mundial.
  • O Estreito de Ormuz é crucial para o comércio global, com 20 milhões de barris de petróleo passando por ali diariamente.
  • Além disso, conecta produtores do Oriente Médio a mercados na Ásia-Pacífico, Europa e América do Norte, sendo estratégico para a OPEP.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump afirmou que EUA escoltarão navios no Estreito de Ormuz 'se necessário' Reprodução/White House e Reprodução/Organização Marítima Internacional/ONU

A Guarda Revolucionária iraniana divulgou, nesta quarta-feira (4), um comunicado em que diz ter o “controle total” do Estreito de Ormuz. O novo fato vem após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que os Estados Unidos escoltarão navios na região “se necessário” em meio a ameaças do Irã de incendiar embarcações que tentassem passar.

“Custe o que custar, EUA vão garantir fluxo livre de energia para o mundo”, disse o republicano. O local vem sendo alvo de tensão junto ao Irã, que fechou a passagem após o ataque coordenado dos governos americano e israelense e a morte do líder supremo Ali Khamenei. Essa foi a primeira vez que o país persa tomou uma medida desse tipo.


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Mas, afinal, o que é o Estreito de Ormuz?

Localizado entre o Irã e Omã, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

Na prática, qualquer interrupção na região limita o fluxo do comércio internacional, pressionando os preços do petróleo no mercado global. Aproximadamente um quinto de todo o consumo mundial do produto passa por ali.


O estreito conta com aproximadamente 50 km de largura na sua entrada e saída e aproximadamente 33 km em seu ponto mais estreito. São duas rotas marítimas, com 3 km cada.

Uma estimativa da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês) aponta que, apenas na primeira metade de 2023, cerca de 20 milhões de barris de petróleo passaram diariamente pelo canal, o que representou um comércio energético anual de quase US$ 600 bilhões.


Além disso, o Estreito de Ormuz liga produtores de petróleo do Oriente Médio com os mercados da região da Ásia-Pacifico, Europa e América do Norte.

Essa dependência torna a passagem ainda mais estratégica para a produção global de petróleo, especialmente para a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que reúne países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. O estreito também escoa a maior parte do gás natural liquefeito exportado pelo Catar.


UE descarta impacto imediato na segurança energética

A Comissão Europeia não prevê que o agravamento do conflito no Oriente Médio tenha qualquer impacto imediato na segurança do abastecimento de petróleo e gás da União Europeia, afirmou um porta-voz na segunda-feira (2).

“Nossa análise é que não há preocupação imediata com a segurança do abastecimento da União Europeia”, disse um porta-voz da Comissão em uma coletiva de imprensa.

O petróleo opera em forte valorização nesta quarta-feira (4), ampliando os fortes ganhos dos últimos dias.

O petróleo Brent, por sua vez, subiu para perto de US$ 84 o barril após uma alta de cerca de 12% em dois dias, o maior ganho desde 2020. Já o West Texas Intermediate (WTI) se aproximava de US$ 77.

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