O que é o TTP, elemento central no conflito entre Paquistão e Afeganistão
Especialista analisa ainda a possibilidade de escalada da guerra e do envolvimento dos EUA
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A escalada de tensões entre Paquistão e Afeganistão chegou ao seu ápice após os ataques aéreos que atingiram Cabul, capital afegã, durante a madrugada desta sexta-feira (27). Segundo as informações sobre a ofensiva, a ação teria sido uma resposta a ataques do grupo extremista Talibã.
Em entrevista ao Hora News, o professor de relações internacionais Roberto Uebel explicou que as imprensas afegã e paquistanesa relatavam duas narrativas distintas sobre as hostilidades da região.
“Enquanto o Paquistão alega que as suas ações são para coibir as ações do TTP, que é considerado o talibã paquistanês [...], a imprensa afegã, muito vinculada ao regime dos talibãs em Cabul, sinaliza que essa questão do TTP é uma questão interna paquistanesa, e não teria por que o Paquistão atacar o Afeganistão”, ressaltou o especialista.
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O TTP, sigla para Tehrik-i-Taliban Pakistan (Talibã Paquistanês, em português), é uma célula do grupo extremista afegão dentro do território vizinho. Uebel explica que se trata de uma organização extremista e que utiliza do terrorismo para alcançar seus objetivos políticos, sendo o maior deles o fim do Estado paquistanês. “Eles são contrários à política paquistanesa por uma série de questões envolvendo religião, mas envolvendo sobretudo aspectos políticos, aspectos de organização da sociedade, de interpretação das próprias leis”, esclareceu. Dessa forma, o TTP teria o mesmo objetivo do Talibã afegão, que já governa seu país.
O professor sinalizou ainda que o conflito tem possibilidade de escalar internacionalmente, mas, para ele, neste momento, são ações pontuais. A maior preocupação está relacionada às movimentações dos países vizinhos: “A preocupação, sobretudo neste momento, é a antevéspera de um possível ataque dos Estados Unidos contra o Irã, que é vizinho destes países”, disse.
Roberto Uebel ainda ressaltou que há um “descompasso” sobre as realidades do possível desenvolvimento desse conflito, já que o Paquistão é uma potência nuclear e militar superior ao Afeganistão.
“A gente acompanha neste momento esse tensionamento, essa escalada desse conflito, mas a possibilidade dele ser de longo prazo, dadas as capacidades militares, é muito limitada”, finalizou.
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