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O que são dingos, animais que atacaram turista canadense na Austrália

Espécie se caracteriza por ser o principal predador terrestre do país

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo de Queensland, Austrália, determinou o sacrifício de dingos após a morte da turista canadense Piper James.
  • O corpo da jovem foi encontrado cercado por cerca de 10 dingos, com marcas de mordidas e afogamento aparente como causa da morte.
  • A espécie, ameaçada de extinção, é considerada importante para a cultura indígena local e possui características distintas em relação aos cães domésticos.
  • Pesquisadores criticaram o sacrifício, afirmando que o problema são as interações humanas com os dingos e não os animais em si.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Matilha de dingos. São 4 animais no total. Eles são da cor caramelo e se assemelham a um cachorro. Estão brincando.
Dingos estão ameaçados de extinção Reprodução/Governo de Queensland

O governo de Queensland, na Austrália, determinou o sacrifício de uma matilha de dingos após a morte da turista canadense Piper James, de 19 anos, em uma praia de K’gari. O corpo da jovem foi encontrado cercado por cerca de 10 animais da espécie.

Segundo o laudo preliminar sobre a causa da morte, o afogamento é a causa provável. Marcas de mordidas também foram encontradas no corpo da jovem.

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O que são os dingos?

Espécie nativa da Austrália, o dingo é o principal predador terrestre do país e habita especialmente savanas, pastagens, desertos e bordas de florestas. Os primeiros teriam chegado da Bornéu e Sulawesi entre 5 e 12 mil anos, se espalhando rapidamente.

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Hoje, a espécie, ameaçada de extinção, é protegida nas ilhas de Queensland, onde cerca de 200 vivem, e são consideradas de extrema importância na cultura de determinados povos, como a povo indígena Butchulla.

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Um estudo elaborado por 25 pesquisadores e publicado pela Science Advances aponta que o dingo é uma ramificação inicial dos cães modernos e está situado entre o lobo-cinzento e os cães domesticados.

O animal possui entre 52 e 60 cm de altura e tem entre 117 e 154 cm de comprimento da ponta do nariz até a ponta da cauda. Já o peso médio é de 13 a 20 kg. Os machos são relativamente mais pesados que as fêmeas de mesma idade. As populações do norte da Austrália tendem a ser maiores em tamanho que aquelas existentes no sul.

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Quanto à pelagem, a do dingo adulto se caracteriza por ser curta e macia, espessa na cauda, e que varia em espessura e comprimento de acordo com o clima. A cor do pelo costuma ser castanha-avermelhada, mas pode incluir padrões bronzeados e às vezes até preto, marrom-claro ou branco.

Ao contrário do cão doméstico, o dingo se reproduz apenas uma vez por ano, podendo, inclusive, com cachorros. A gestação dura cerca de 63 dias, com ninhadas de 1 a 10 filhotes, que são cuidadas durante os meses de inverno. As tocas são feitas em locais escondidos, como troncos ocos ou buracos cavados sob as raízes de árvores.

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Em geral, os filhotes se tornam independentes aos 3 ou 4 meses de idade, ou, se estiverem em uma matilha, quando começa a próxima temporada de reprodução.

Outra característica diz respeito aos diversos tipos de vocalizações. Os dingos uivam para anunciar sua localização e descobrir onde outros animais da mesma espécie estão no território, principalmente à noite, para manter a matilha unida e alertar outros para ficarem longe.

É comum que as matilhas uivem em coro, o que pode ser mais intimidante para outros grupos. Os dingos também produzem latidos-uivos e podem aprender a latir observando cães domésticos próximos.

Dingos que atacaram turista são sacrificados

Segundo o canal americano ABC, ao menos 6 dingos foram sacrificados após o ataque à turista canadense. As autoridades optaram por remover toda a matilha com base no histórico de interações do grupo e nas conclusões da autópsia.

O ministro do Meio Ambiente, Andrew Powell, defendeu a medida, afirmando que ela é necessária diante do comportamento agressivo observado pelos guardas florestais. “Esta é uma decisão difícil, mas acredito que seja a escolha correta no interesse público”, afirmou.

A decisão, no entanto, foi criticada por pesquisadores. Em entrevista à ABC News, Bradley Smith, especialista da CQ University, disse que o desrespeito às regras de convivência com predadores é a causa real dos conflitos. “

O principal problema são as pessoas. É um problema humano na ilha, não um problema dos dingos”, defendeu.

O governo de Queensland afirma que, embora os dingos possam representar um perigo para os humanos, estatisticamente a incidência de ataques a humanos é relativamente rara.

O risco, por sua vez, aumenta consideravelmente naqueles que se tornaram familiarizados e habituados aos humanos por meio da alimentação ou outras interações diretas com pessoas.

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