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Obama deve conquistar aliado em primeiro encontro com papa Francisco

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Por Philip Pullella e Jeff Mason

CIDADE DO VATICANO, 26 Mar (Reuters) - Apesar das diferenças nas questões morais, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai encontrar no Papa Francisco um aliado bem-vindo para as questões da pobreza e da justiça social quando eles se encontrem pela primeira vez no Vaticano na quinta-feira.

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O presidente entrou em conflito com a hierarquia da Igreja Católica nos Estados Unidos por seu apoio ao aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, e por sua política para contracepção, que exige de empregadores que ofereçam planos de saúde para o controle da natalidade.

O papa Francisco, embora tenha deixado claro que não haverá alterações na doutrina católica sobre estas questões, tem usado uma abordagem mais suave do que seus antecessores.

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Para tirar um pouco da ênfase nesses assuntos, ele tenta concentrar a Igreja na ajuda aos desfavorecidos do mundo e sinaliza sua insatisfação com os efeitos polarizadores de uma "guerra de culturas" entre os católicos norte-americanos.

"O papa Francisco deixou claro que a sua ênfase é na pobreza, imigração e outras questões sociais", disse o monsenhor Robert Wister, teólogo e professor de História da Igreja na Seton Hall University, nos Estados Unidos.

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Desde sua eleição há um ano, o papa criticou várias vezes o capitalismo desenfreado, os excessos trazidos à tona pela crise financeira global e a desigualdade social, mesmo em países desenvolvidos.

De sua parte, Obama tem repetidamente elogiado o papa Francisco por sua compaixão e foco em ajudar os pobres. A reunião pode ajudar a dar um impulso a algumas de suas iniciativas domésticas, como impulsionar a classe média e ajudar norte-americanos de baixa renda a serem bem-sucedidos.

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A Casa Branca disse que Obama queria discutir "importantes desafios globais: como a falta de mobilidade econômica e oportunidade", acrescentando que a voz do papa é crucial enquanto "olhamos ao redor do mundo para áreas de conflito, perseguição religiosa e pobreza".

A postura mais aberta do papa Francisco em relação às mulheres e homossexuais também ressoa com Obama, que contou com esses dois grupos para ajudá-lo a chegar à Presidência em 2008 e 2012.

Católicos também foram um eleitorado importante para sua reeleição e continuam a ser um grupo-chave para os democratas, que esperam controlar o Senado dos EUA nas eleições de novembro.

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