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Obama é pressionado a agir após suposto ataque com gás na Síria

Internacional|Do R7

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Por Matt Spetalnick e Patricia Zengerle

WASHINGTON, 22 Ago (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está sendo pressionado dentro e fora de seu país para agir de forma incisiva diante das acusações de que o governo sírio matou centenas de pessoas em um ataque com armas químicas.

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A Casa Branca se disse "abismada" com os relatos sobre um ataque com gás da madrugada de quarta-feira nos arredores de Damasco, mas deixou claro que a reação norte-americana irá aguardar a confirmação do fato e voltou a exigir que o presidente sírio, Bashar al-Assad, garanta acesso imediato de inspetores da ONU ao local.

A resposta cautelosa condiz com a relutância de Washington em intervir na guerra civil síria iniciada há dois anos e meio.

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Mas, se as acusações de um ataque com gás com centenas de mortos forem confirmadas, Obama certamente enfrentará uma forte pressão para agir mais agressivamente, possivelmente até com a força militar, pois o próprio Obama já havia dito que o uso de armas químicas seria um limite inaceitável no conflito.

O consenso em Washington e nas capitais aliadas é de que uma resposta internacional organizada só pode dar certo se tiver os EUA na liderança. Mas Obama não demonstra apetite por uma intervenção, uma vez que a pesquisas mostram que a maioria dos norte-americanos se opõe a novos envolvimentos militares no mundo islâmico.

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Apesar disso, a difusão pela Internet de terríveis fotos e vídeos mostrando vítimas do massacre está pressionando Obama.

O chanceler francês, Laurent Fabius, disse que as potências mundiais devem responder com força se for comprovada a responsabilidade do governo sírio no que teria sido o mais grave ataque com armas químicas contra civis e um quarto de século. Mas mesmo Fabius salientou que não há hipótese de enviar tropas terrestres.

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Israel afirmou acreditar que as forças do governo tenham usado armas químicas para matar centenas de pessoas em subúrbios de Damasco controlados por rebeldes e acusou o mundo de fechar os olhos a isso.

Já Obama, que faz uma viagem de dois dias pelo nordeste dos EUA para discutir questões econômicas, não fez nesta quinta-feira nenhuma menção à situação na Síria.

"O fato de estarmos fazendo essa viagem de ônibus é uma indicação de que o presidente mantém suas prioridades enquanto continua monitorando o que é uma situação cada vez mais trágica na Síria", disse a jornalistas o porta-voz presidencial Josh Earnest.

No capitólio, o influente senador republicano John McCain disse que "relatos confiáveis" vindos da Síria sobre o uso de armas químicas pelas forças de Assad "deveriam chocar nossa consciência coletiva".

"Já passa muito da hora de que os Estados Unidos e nossos amigos e aliados respondamos às continuadas atrocidades em massa de Assad na Síria, com ações decisivas, incluindo ataques militares limitados para degradar o poderio aéreo e as capacidades de mísseis balísticos de Assad", disse ele em nota.

(Reportagem adicional de Roberta Rampton e Mark Hosenball)

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