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Obama pede que americanos lembrem de seus compatriotas em guerra

Internacional|Do R7

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O presidente americano, Barack Obama, fez um apelo aos americanos no feriado do Memorial Day, esta segunda-feira, para que não se esqueçam de seus compatriotas que ainda lutam no Afeganistão mesmo em um momento em que os Estados Unidos encerram gradualmente a longa guerra que travam no país.

Em um discurso sombrio no Cemitério Nacional de Arlington, Obama evocou o nome daqueles sepultados recentemente no cemitério militar: um jovem piloto de helicóptero Black Hawk, um humilde médico de combate, um Marine lembrado por trazer suas tropas de volta para casa e em segurança.

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"Menos americanos estão fazendo o sacrifício derradeiro no Afeganistão e isto é um avanço que me deixa profundamente grato. Ano que vem nesta época, comemoraremos o último Memorial Day da nossa guerra no Afeganistão", reforçou Obama.

"Mas mesmo enquanto nós viramos a página de uma década de conflito, mesmo olhando para frente, que não nos esqueçamos enquanto estamos reunidos aqui, hoje, de que nossa nação ainda está em guerra", afirmou.

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Cerca de 12 meses depois dos ataques de 11 de setembro de 2011, que foram o gatilho da guerra mais longa já lançada pelos Estados Unidos, cerca de 66.000 militares ainda estão mobilizados no Afeganistão.

Obama afirmou que 34.000 voltarão para casa este ano e a maioria dos remanescentes ao final de 2014, embora uma pequena força residual deva permanecer no país para treinar e dar suporte às forças de segurança afegãs.

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Do lado americano, o número de mortos chegou a 2.228 - cerca da metade do número de membros dos americanos em serviço mortos no Iraque, segundo o site icasualties.com, que rastreia estas estatísticas.

Em seu discurso, Obama abordou o abismo crescente na sociedade americana entre o número relativamente pequeno de americanos que carregam o fardo do conflito e a maioria da população civil.

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Uma força profissional, composta por voluntários e grandes avanços tecnológicos fizeram com que as guerras que os Estados Unidos enfrentam hoje sejam combatidas e sofridas por setores menores da sociedade, fora das vistas do grande público.

"Independente da razão, a verdade que não pode ser ignorada hoje é que a maior parte dos americanos não é diretamente afetada pela guerra", disse Obama.

"E a consequência é que nem todos os americanos podem ver ou compreender totalmente o tamanho do sacrifício, os profundos custos que são assumidos em nosso nome, agora mesmo, todos os dias, enquanto falamos", afirmou.

jm/sst/mvv

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