Obama pede que presidente egípcio fomente a transição política
Internacional|Do R7
Washington, 26 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou nesta terça-feira para o líder egípcio, Mohammed Mursi, e o encorajou a, pelas mãos dos grupos políticos, trabalhar para "construir consenso" e fomentar a transição política no Egito. Em comunicado, a Casa Branca disse que, durante a ligação telefônica, Obama reiterou o "firme compromisso dos Estados Unidos com o povo egípcio enquanto continua sua transição rumo à democracia". O líder americano elogiou o compromisso de Mursi de servir a todos os egípcios, sem distinção de credo, e enfatizou a responsabilidade deste de "proteger os princípios democráticos pelos quais o povo egípcio lutou arduamente". Ambos líderes discutiram a situação econômica no Egito e a importância de iniciar reformas que tenham amplo apoio e promovam o crescimento em longo prazo, informou a Casa Branca. Também discutiram assuntos relacionados com a segurança regional e Obama elogiou o papel do Egito para fomentar a paz no Oriente Médio e para que se mantenha o cessar-fogo na Faixa de Gaza. Nesse sentido, Obama assinalou que o secretário de Estado, John Kerry, viajará ao Egito no próximo dia 2 de março, onde se reunirá com líderes do Governo e da oposição, assim como com membros da sociedade civil. Obama disse a Mursi que, durante sua visita, Kerry "fará ênfase na necessidade que todos os egípcios trabalhem juntos para construir sua democracia e promover a estabilidade e a prosperidade econômica", assinala o comunicado. Hoje mesmo, Mursi pediu à oposição que participe do diálogo nacional para devolver a estabilidade ao país e prometeu pleitos transparentes, depois que a Frente de Salvação Nacional (FSN) anunciou seu boicote. Na inauguração do diálogo, do qual também não participa a FSN, Mursi ressaltou que a sede da presidência está aberta a todos os partidos e pediu que apresentem recomendações para garantir a transparência das eleições. O Egito realizou cinco votações desde a queda do regime de Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011, e, segundo Mursi, todas foram "limpas e transparentes". EFE mp/rsd









