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Obama se afasta de escândalos e vai tratar sobre drones e Guantánamo

Internacional|Do R7

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Por Jeff Mason

WASHINGTON, 23 Mai (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tentará desviar a atenção de uma série de escândalos com um discurso, nesta quinta-feira, em que defenderá o uso de aeronaves não-tripuladas norte-americanas no exterior e estabelecerá um caminho para o fechamento da prisão militar na Baía de Guantánamo, em Cuba.

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Depois de quase duas semanas de controvérsias sobre a resposta do governo ao ataque que matou quatro norte-americanos na Líbia, as acusações de fiscalização mais rigorosa da Receita Federal sobre grupos de oposição, e a investigação do governo sobre jornalistas, Obama vai tentar mudar o foco com um discurso que enfatiza seu compromisso com a transparência e o desejo de fechar Guantánamo, uma promessa de anos atrás.

A palestra marcada para 15h (horário de Brasília) na National Defense University, em Washington, destina-se, em parte, a reforçar o apoio de Obama às liberdades civis, após recentes críticas de que seu governo é fechado e rigoroso com os adversários.

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O discurso também vai abordar a pressão internacional e interna sobre as políticas de combate ao terrorismo.

A utilização de aeronaves não-tripuladas, chamadas de drones, contra os extremistas aumentou as tensões com países como o Paquistão, e atraiu críticas de ativistas de direitos humanos dentro dos EUA.

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O não cumprimento da promessa de campanha de 2008 de fechar a prisão de Guantánamo tem sido destacado por uma greve de fome de mais de 100 detentos, dos quais muitos estão sendo alimentados à força para não morrer.

A Casa Branca, que tem enfrentado dificuldades para responder aos escândalos que dominaram a cobertura da mídia por vários dias, assinalou que Obama vai discutir o "fechamento definitivo" da prisão ao delinear uma estratégia ampla de combate ao terrorismo para enfrentar as ameaças que mudaram desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

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"O presidente está considerando uma gama de opções de forma que possamos reduzir a população (de Guantánamo) e avançar para o fechamento final. Algumas opções podemos decidir por conta própria, mas algumas exigirão trabalhar com o Congresso", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, na quarta-feira.

(Reportagem adicional de Steve Holland, Susan Cornwell e Roberta Rampton)

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