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Objetos confiscados de Perón após golpe desencadeiam batalha judicial na Argentina

Internacional|Do R7

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Por Maximiliano Rizzi

BUENOS AIRES (Reuters) - Um biombo ornamentado dado a Evita Perón pelo então líder chinês Mao Tse-Tung, atrás do qual a diva populista argentina se vestia e despia, é um dos milhares de itens desaparecidos sendo disputados em uma batalha judicial prestes a começar em

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Buenos Aires.

A peça de madeira foi presenteada em algum momento entre 1946 e 1952 como gesto de solidariedade entre o país de Mao e o de Juan Domingo Perón, lendário ex-presidente argentino e marido de Evita.

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O biombo é um dos tesouros de uma coleção de objetos da residência dos Perón que foram confiscados em 1955, quando Perón foi deposto por um golpe de Estado.

Armazenados em um banco local, a maioria dos itens desapareceu, desencadeando uma ação civil de Mario Rotundo, cuja fundação Funpaz desfruta de direitos legais sobre as peças desde 1990.

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“Há uma quantidade enorme de coisas faltando. Eu diria que 95 por cento dos itens sumiram”, disse Rotundo, que processou o Banco Ciudad.

As negociações preliminares na ação de 1 bilhão de dólares já começaram, e um julgamento deve ter início antes do fim do ano.

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O biombo de três painéis – unidos por dois conjuntos de dobradiças e decorado com toques de ouro, prata e marfim – tem mais de dois metros de altura e três de comprimento. Ele foi levado de uma das casas dos Perón que hoje abriga a Biblioteca Nacional no bairro de alto luxo da Recoleta, em Buenos Aires.

A peça de mobília não está entre os cerca de 300 itens ainda de posse do banco.

O resto da coleção original – que inclui livros antigos, jogos de mesa de porcelana fina e jóias, entre elas um broche dado a Evita pelo falecido ditador espanhol Francisco Franco em 1947 – foi furtada ou arruinada pelas más condições de armazenamento ao longo das décadas.

“Ainda sobraram algumas jóias, sobre as quais não sabemos muito. Há uma coleção de armas, pinturas e muitas peças de ouro e prata que foram salvas”, declarou Rotundo, de 64 anos, que conheceu Perón na Espanha em 1970.

Os dois continuaram amigos até a morte de Perón em 1974, o que abriu caminho para que a fundação de Rotundo recebesse os direitos sobre a coleção 24 anos atrás da terceira esposa de Perón, Estela Martínez.

Ele entrou com a ação para compensar os itens perdidos. Outra ação apresentada por Rotundo em 2007, e que deve ir a julgamento em breve, busca obter o controle dos objetos remanescentes sem pagar a taxa de 100 mil dólares exigida pelo Banco Ciudad.

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