Internacional Obras roubadas do Louvre são recuperadas após quase 40 anos

Obras roubadas do Louvre são recuperadas após quase 40 anos

Couraça e capacete do período renascentista foram localizados no processo de inventário de uma família em Bourdeaux, na França

  • Internacional | Do R7

Os objetos, feitos de bronze e incrustados em ouro e prata, foram feitos em Milão no século 16

Os objetos, feitos de bronze e incrustados em ouro e prata, foram feitos em Milão no século 16

Thomas Samson / AFP - 3.3.2021

Um roubo cometido há quase 40 anos no museu do Louvre de Paris (França) foi finalmente solucionado nesta quarta-feira (3), quando duas obras de arte renascentista roubadas na década de 1980 foram devolvidas à instituição parisiense após uma investigação da polícia francesa.

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As duas obras de arte do século 16, um capacete e a parte de trás de uma couraça, tinham sido doadas ao museu parisiense em 1922 pela família Rothschild e desapareceram na noite de 31 de maio de 1983, em circunstâncias que nunca foram esclarecidas.

Em meados de janeiro, um especialista em antiguidades militares alertou o Escritório Central de Combate ao Tráfico de Bens Culturais da França sobre suspeitas levantadas por um processo de herança em Bordeaux, no sudoeste, para o qual um relatório havia sido solicitado.

Depois de verificar os arquivo da polícia francesa conhecido como Treima, que reúne 100 mil obras de arte roubadas, suas dúvidas foram confirmadas.

Investigação continua

A investigação conduzida pela procuradoria de Bordeaux por posse de objeto roubado tentará elucidar como estas duas obras, incrustadas em ouro e prata feitas na técnica damascena e provavelmente confeccionadas numa oficina de Milão entre 1560 e 1580, terminaram nas mãos da família de Bordeaux.

Enquanto isso, o Louvre comemora sua recuperação. "Tinha certeza de que as veríamos novamente um dia porque são objetos muito particulares", afirmou Philippe Malgouyres, chefe de conservação dos objetos de arte do Louvre.

Segundo Jean-Luc Martinez, presidente-diretor do museu, o último roubo ocorrido no museu mais visitado do mundo (antes da pandemia) data de 1998. "Um quadro de Camille Corot que ainda procuramos".

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