Internacional ONU teme a morte de 180 refugiados em naufrágio

ONU teme a morte de 180 refugiados em naufrágio

Parentes de rohingyas, minoria muçulmana perseguida, perderam contato com familiares que estavam à deriva havia várias semanas

AFP
Resumindo a Notícia
  • Parentes de 180 refugiados rohingyas perderam contato com embarcação em que eles estavam

  • Familiares já consideram os entes queridos 'mortos', afirmou o Acnur

  • Rohingyas são uma minoria muçulmana perseguida que tenta fugir para a Malásia ou a Indonésia

  • Barco zarpou no mês passado, com dezenas de mulheres e crianças a bordo

Milhares de rohingyas abandonam acampamentos de refugiados para tentar chegar à Malásia ou à Indonésia

Milhares de rohingyas abandonam acampamentos de refugiados para tentar chegar à Malásia ou à Indonésia

Aditya Setiawan via Reuters - 27.12.2021

Os parentes de 180 refugiados rohingyas, minoria muçulmana perseguida em Mianmar, que estavam à deriva havia várias semanas no Oceano Índico perderam contato com a embarcação, que estava danificada. Em razão disso, os familiares já consideram os entes queridos "mortos", afirmou o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados).

A cada ano, milhares de rohingyas abandonam os acampamentos de refugiados de Bangladesh para tentar chegar, pelo mar, à Malásia ou à Indonésia, mas muitos morrem durante a travessia perigosa.

O barco zarpou no mês passado com dezenas de mulheres e crianças a bordo. Havia sido avistado em condições precárias nas costas da Tailândia, Índia, Malásia e Indonésia.

"Os parentes perderam contato. Os últimos que tiveram contato presumem que todos estão mortos. Esperamos que não seja o caso", tuitou o Acnur no domingo.

"Se for verdade, esta será uma notícia devastadora", acrescentou o órgão, que citou uma "tragédia chocante" e fez um apelo para que "os países ajudem a salvar vidas".

Uma jovem de 23 anos, Munuwara Begum, que estava no barco, entrou em contato na semana passada com a família, que vive em um grande acampamento de refugiados rohingyas de Bangladesh.

"Estamos em perigo. Nos ajudem", afirmou a jovem, segundo uma gravação de áudio.

"Não temos água nem comida ou alguém que nos salve deste barco, que está afundando", acrescentou.

No domingo, outra embarcação de madeira, com o motor danificado, chegou ao oeste da Indonésia, com 57 refugiados rohingyas, todos homens, informou a polícia local. Eles estavam no mar havia um mês.

A OIM (Organização Internacional para as Migrações) pediu aos países da região que "colaborem com urgência para evitar a repetição da crise de 2015", quando milhares de refugiados rohingyas morreram nas costas da Malásia, Indonésia e Tailândia.

"Os governos e seus aliados já trabalharam juntos antes para encontrar soluções em escala regional", recordou a OIM.

"Pedimos, de novo, uma ação regional urgente", acrescentou a organização.

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