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Oposição da Síria diz estar disposta a participar de negociações em Genebra

Internacional|Do R7

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AMÃ, 22 Set (Reuters) - O presidente da coalizão de oposição da Síria, Ahmad Jarba, disse que o grupo está pronto para participar de uma conferência de Genebra proposta para acabar com dois anos e meio de conflito na Síria, como parte das intenções de estabelecer um governo de transição com plenos poderes.

Foi o primeiro compromisso claro da coalizão, apoiada por países ocidentais e árabes, para participar da conferência proposta, mediada pelos Estados Unidos e pela Rússia. A coalizão estava relutante em participar, especialmente depois de um ataque com armas químicas em 21 de agosto, que matou centenas de pessoas em Damasco.

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Em uma carta ao Conselho de Segurança da ONU, obtida pela Reuters e datada de 19 de setembro, Jarba diz que a coalizão "reafirma a sua vontade de se envolver em uma futura Conferência de Genebra".

Mas " todas as partes devem concordar ... que o objetivo da conferência será o estabelecimento de um governo de transição com plenos poderes executivos", conforme estipulado na primeira rodada de conversações internacionais sobre a Síria em Genebra no ano passado.

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Rebeldes e opositores políticos do presidente da Síria, Bashar al- Assad, também insistiram que ele não deve desempenhar qualquer papel em um governo de transição. Mas o presidente minimiza as perspectivas de que vá transferir quaisquer poderes.

Na carta, Jarba apelou ao Conselho de Segurança para tornar qualquer resolução sobre um acordo russo-americano para a destruição de armas químicas de Assad sujeita ao "Capítulo 7" da carta da ONU, o que poderia autorizar o uso da força em caso de não cumprimento.

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Jarba também convidou o Conselho a tomar as "medidas necessárias" para impor um cessar-fogo no país e a libertação de milhares de ativistas pacíficos.

A oposição e seus aliados ocidentais e árabes dizem que Assad está por trás do ataque com armas químicas que atingiu áreas rebeldes de Damasco. Assad acusa os rebeldes de terem promovido o ataque.

(Reportagem de Khaled Yacoub Oweis)

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