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Órgão britânico recomenda limitar vacina de Oxford a maiores de 40

Foram encontrados 242 casos de trombos em mais de 28 milhões de pessoas que receberam o imunizante feito pela AstraZeneca

Internacional|Da AFP

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Reino Unido já aplicou cerca de 35 milhões de doses de vacinas, a maioria de Oxford/AstraZeneca
Reino Unido já aplicou cerca de 35 milhões de doses de vacinas, a maioria de Oxford/AstraZeneca

O comitê científico que supervisiona a campanha de vacinação contra a covid-19 no Reino Unido recomendou, nesta sexta-feira (7), que a vacina de Oxford/AstraZeneca se restrinja às pessoas com idades acima de 40 anos, após o registro de 242 casos de trombos raros.

Leia também: Covid-19: Reino Unido quer vacinar maiores de 12 anos em setembro

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Em abril, este comitê já havia aconselhado que o imunizante da AstraZeneca/Oxford fosse administrado apenas para maiores de 30 anos.

O regulador britânico dos medicamentos, a MHRA (na sigla em inglês), anunciou em entrevista coletiva ter registrado 242 casos de coágulos sanguíneos raros em pessoas que receberam a vacina da Oxford/AstraZeneca, entre as mais de 28 milhões de doses aplicadas.

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Benefícios maiores que riscos

Segundo sua diretora, June Raine, os benefícios da vacinação continuam, no entanto, sendo maiores do que os riscos apresentados pela covid-19 para "a grande maioria" da população — especialmente os idosos, que têm maior probabilidade de desenvolver formas graves da doença.

Devido a esses trombos incomuns, vários países europeus suspenderam o uso abaixo de determinada idade da vacina desenvolvida pelo laboratório anglo-sueco AstraZeneca em parceria com os cientistas da Universidade de Oxford.

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Em abril, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse que os coágulos sanguíneos deveriam constar como um efeito colateral "muito raro" da vacina da AstraZeneca, considerando que a relação custo-benefício permanecia "positiva".

Além da AstraZeneca, as vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna estão autorizadas no Reino Unido, que conta com uma das campanhas de vacinação mais avançadas do mundo. Quase 35 milhões de pessoas receberam a primeira dose, e mais de 16 milhões, as duas doses necessárias.

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