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Órgão do Pentágono aponta que cães militares dos EUA morreram em condições precárias em canis

Relatório revelou uma série de falhas graves no cuidado dos animais, que foram expostos a calor extremo, mofo e doenças

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Relatório do Pentágono revela mortes de cães militares entre 2021 e 2023 devido a condições precárias.
  • Inspeção identificou problemas estruturais e sanitários em 10 das 12 instalações visitadas.
  • Canis antigos expuseram animais a calor extremo e doenças, com falta de áreas de quarentena adequadas.
  • Recomendações incluem reduzir o número de cães fora de treinamento e modernizar os canis das Forças Armadas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cão militar do Departamento de Defesa exibe comportamentos de estresse com seu balde de água The DoD OIG

Um relatório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos revelou falhas graves no cuidado com cães militares e apontou que ao menos quatro animais morreram entre 2021 e 2023 em meio a condições consideradas inadequadas em canis das Forças Armadas. O documento, elaborado pelo Escritório do Inspetor-Geral do Pentágono, avaliou a gestão do programa de cães de trabalho e identificou problemas estruturais, sanitários e operacionais.

A auditoria analisou 12 instalações militares nos Estados Unidos e concluiu que, em 10 delas, os cães estavam alojados em estruturas antigas ou insatisfatórias, expostos a riscos como calor extremo, mofo, falhas de ventilação e ausência de áreas adequadas de quarentena. Segundo o relatório, essas deficiências podem provocar doenças, lesões e problemas comportamentais.


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Um dos casos mais críticos envolve a base de San Antonio-Lackland, no Texas, onde funciona o principal centro de treinamento de cães militares. De acordo com o documento, os animais eram mantidos em canis abertos, com paredes de grade e cobertura metálica, ficando expostos a temperaturas superiores a 30°C por longos períodos.

Calor extremo e surtos de doenças

Um estudo veterinário citado na auditoria registrou dezenas de casos de lesões por calor no local entre os anos fiscais de 2021 e 2023. O relatório também apontou surtos de doenças infecciosas, como giardíase, associados a falhas na limpeza e na drenagem das instalações. Em algumas bases, fezes acumuladas e água parada foram observadas durante as inspeções, aumentando o risco de contaminação entre os animais.


Além disso, sete das 12 unidades visitadas não possuíam áreas de isolamento ou quarentena adequadas para cães doentes ou recém-chegados de missões no exterior, contrariando normas internas. Em certos casos, animais com suspeita de doença contagiosa eram mantidos em áreas administrativas improvisadas.

Outro ponto crítico foi a falta de pessoal suficiente para garantir exercício e estímulos diários adequados aos cães que não estavam em treinamento ativo. Em uma das unidades avaliadas, os animais recebiam apenas breves caminhadas semanais, abaixo do padrão estabelecido pelas diretrizes da própria Força Aérea.


Diante das conclusões, o Inspetor-Geral recomendou que a Força Aérea, responsável por coordenar o programa de cães militares, reduza o número de animais mantidos fora de treinamento até que haja pessoal suficiente e implemente um plano abrangente para modernizar os canis em todo o país.

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