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Pentágono planeja reduzir presença dos EUA na Otan, diz jornal

Medida deve afetar cerca de 200 militares, mas não prevê retirada imediata

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pentágono planeja reduzir presença dos EUA na Otan, com foco em diminuir participação militar na Europa.
  • A decisão afetará cerca de 200 militares e impactará Centros de Excelência da Otan, especialmente nas áreas de segurança energética e guerra naval.
  • A medida não prevê retirada imediata, mas sim a não reposição de pessoal com a expiração de contratos, um processo que pode levar anos.
  • O Pentágono não comentou oficialmente a decisão, mas a Otan afirmou que ajustes na postura das forças americanas são comuns e que mantém diálogo próximo com Washington.

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Entre os grupos que devem sofrer cortes estão os dedicados à segurança energética e à guerra naval Nathan Howard/Reuters - 20.01.2026

O Pentágono decidiu reduzir a participação dos Estados Unidos em alguns grupos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em mais um sinal da estratégia do governo do presidente Donald Trump de diminuir a presença militar americana na Europa. As informações são do jornal The Washington Post.

Segundo o veículo, a medida deve afetar cerca de 200 militares e reduzir principalmente o envolvimento dos EUA nos 30 Centros de Excelência da Otan, responsáveis pelo treinamento das forças da aliança em diferentes áreas da guerra.

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Entre os grupos que devem sofrer cortes estão os dedicados à segurança energética e à guerra naval, de acordo com autoridades europeias citadas na reportagem.

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Segundo fontes americanas, o plano do Pentágono não prevê uma retirada imediata. A estratégia seria não repor o pessoal à medida que os contratos forem expirando, um processo que pode levar anos.

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As autoridades ressaltaram que a participação dos EUA nesses centros não será encerrada completamente.

O Washington Post informa ainda que o Pentágono pretende reduzir sua atuação em organismos da Otan voltados a operações especiais e inteligência.

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Parte dessas funções, no entanto, pode ser transferida para outros pontos dentro da própria aliança, o que reduziria o impacto prático da decisão.

Autoridades americanas afirmaram ao jornal que a medida vem sendo discutida há meses e não está relacionada às recentes declarações de Trump sobre a Groenlândia, território da Dinamarca.

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As ameaças do presidente geraram críticas de líderes europeus e de parlamentares nos Estados Unidos, que temem prejuízos à aliança militar.

Procurado pelo jornal, o Pentágono não comentou. Em nota ao periódico, um porta-voz da Otan afirmou que “ajustes na postura e no efetivo das forças americanas não são incomuns” e que a aliança mantém “contato próximo” com Washington sobre a distribuição de tropas.

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