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Pai que matou mulher, filhos e cachorro na Flórida viveu com os corpos por semanas

Anthony Todt alegou que a esposa havia cometido crimes, mas investigações revelaram que assassinatos ocorreram após falência

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Anthony Todt, um fisioterapeuta de 50 anos, foi condenado por assassinar sua família na Flórida em dezembro de 2019.
  • Ele manteve os corpos em decomposição em sua casa por várias semanas antes de ser descoberto por agentes federais.
  • Os investigadores relataram condições horríveis no imóvel, com Todt inicialmente alegando que sua esposa estava "dormindo".
  • Ele foi condenado a prisão perpétua por quatro homicídios e crueldade contra animais, após uma defesa considerada incoerente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Anthony Todt matou toda a família e manteve os corpos dentro de casa Reprodução/Facebook/Anthony Todt

O fisioterapeuta norte-americano Anthony Todt, de 50 anos, foi condenado por assassinar a esposa, Megan, de 42 anos, os filhos Aleksander, de 13, Tyler, de 11, e Zoe, de 4, além do cachorro da família, em dezembro de 2019, na cidade de Celebration, na Flórida (EUA).

Após o crime, Todt permaneceu na casa de férias com os corpos em decomposição por várias semanas, dormindo ao lado da esposa e da filha mais nova.

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A tragédia veio à tona em 13 de janeiro de 2020, quando agentes federais entraram no imóvel para cumprir um mandado de prisão por fraude em seguros de saúde. Eles encontraram o homem vivo, mas as vítimas já estavam mortas e em avançado estado de decomposição. O caso chocou a comunidade planejada por investidores da Disney, conhecida pela tranquilidade.

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Os investigadores relataram que o cheiro dentro da residência era insuportável e que o local estava em completo abandono. Ao ser abordado, Todt disse que a esposa estava “dormindo” e chegou a chamá-la como se ainda estivesse viva. Ele também afirmou não lembrar onde estavam as crianças, sugerindo que poderiam ter dormido fora de casa.

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Quando os agentes subiram ao quarto principal, encontraram Megan e os dois filhos mais velhos sobre uma cama. Inicialmente, a menina Zoe não foi vista — seu corpo estava aos pés da mãe, coberto por um cobertor. Segundo relatos, todos estavam “negros como couro”, e o cachorro da família também havia sido morto.

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De acordo com o laudo do médico-legista do Condado de Orange, divulgado dois meses depois, Todt drogou a esposa e os filhos com Benadryl, um antialérgico, antes de esfaqueá-los. Os meninos teriam sido atacados após a morte. As causas exatas das mortes, asfixia ou estrangulamento, não puderam ser confirmadas devido ao estado dos corpos.

Preso imediatamente, Todt confessou os crimes dizendo que “salvava a família do apocalipse”. Mais tarde, contudo, ele mudou a versão, alegando que Megan havia assassinado os filhos após dar-lhes uma sobremesa com Benadryl e, em seguida, tirado a própria vida. A justificativa, segundo ele, seria um delírio religioso da esposa.

As autoridades consideraram o depoimento incoerente e lembraram que Todt enfrentava grave crise financeira. Ele estava sendo investigado por fraude e devia cerca de 200 mil dólares, além de ter sido despejado de um dos consultórios em Connecticut. O casal também havia recebido ordem de despejo de uma casa na Flórida, poucos dias antes do massacre.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos confirmou que Todt seria preso no dia em que os corpos foram encontrados, encerrando uma investigação iniciada meses antes por repasses fraudulentos de seguros médicos. A suspeita é de que o desespero com a falência e a iminente prisão tenha levado o homem ao crime.

Em julgamento, um júri da Flórida considerou Anthony Todt culpado por quatro homicídios em primeiro grau e crueldade contra animais. Ele foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, encerrando um dos casos familiares mais macabros da história recente dos Estados Unidos.

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