Países contrários ao Mercosul-UE não formam votação expressiva para barrar acordo, diz professor
União Europeia anunciou a ampliação temporária do tratado após ratificação do Uruguai e da Argentina
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A União Europeia anunciou a aplicação temporária do acordo com o Mercosul, logo após Uruguai e Argentina ratificarem o tratado. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (27) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ela reforçou que a medida é temporária e o acordo só poderá ser totalmente concluído após o Parlamento Europeu dar o seu consentimento.
O presidente francês, Emmanuel Macron, criticou a decisão. A França lidera a resistência ao acordo, sob a justificativa de que agricultores europeus podem ser prejudicados. O tratado elimina tarifas para mais de 90% do comércio entre os 27 estados da União Europeia e os fundadores do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Os dois blocos reúnem 30% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial e mais de 700 milhões de consumidores.

Em entrevista ao Hora News, Roberto Uebel, professor de relações internacionais, avalia a aplicação provisória como uma sinalização da Comissão Europeia para que o acordo entre em vigor o mais breve possível. Ele descarta a possibilidade de uma crise política com a França, apesar da discordância.
“Ele [Macron] precisa do apoio da população para a aprovação de uma série de medidas, a Assembleia Nacional Francesa precisa desse respaldo também da população para manter a governabilidade”, explica.
Uebel ressalta que os países contrários ao acordo, como Romênia, Hungria e França, não chegam a uma votação expressiva necessária para barrar o tratado no Parlamento Europeu.
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